Em visita a Vila Viçosa, a Ministra da Cultura, Dalila Rodrigues, afirmou aos jornalistas que o projeto da Biblioteca Municipal calipolense deve ter novidades em 2025.
Segundo a governante, aos jornalistas, foram analisadas «algumas possibilidades de reabilitação» de edifícios da vila para a instalação, sendo esta «uma política do Ministério». Algo que o presidente da autarquia, Inácio Esperança, se mostrou em «sintonia».
Nesse sentido, a ministra acha que «em 2025 estaremos em condições de definir para o próximo Orçamento de Estado a fundação de uma biblioteca».
«É evidente que Vila Viçosa tem, além de um património histórico de várias épocas, várias valências e possibilidades de uso», sublinhou ainda, acrescentando que «a Fundação da Casa de Bragança dispõe desse enorme património museológico e também a Biblioteca Museu».
Já Inácio Esperança destacou, também em declarações aos jornalistas, o aspeto financeiro do projeto: «O que está previsto, para já, é discutirmos ainda a questão do plano financeiro».
Contudo, deixou claro que, por agora, o município terá de «identificar edifícios que possam ser reabilitados para este fim», já que «temos edifícios em não muito bom estado que podem ser utilizados para isso».
Deixou também alguns exemplos, como a Casa do Corregedor «que temos um protocolo com a Fundação da Casa de Bragança para instalar um Centro de Artes ou um Centro de Cultura e estas bibliotecas não são verdadeiras bibliotecas clássicas».
Também há uma casa que «adquirimos no castelo que pode vir a ser uma opção caso o plafond financeiro seja menos generoso», assim como o Colégio dos Jesuítas, «que poderia vir a ser isso ou outra coisa».
Havendo «vários edifícios dentro de Vila Viçosa» para este efeito, o autarca frisou ainda que a Câmara terá de fazer um «estudo prévio relativamente à Casa do Corregedor e à casa do Castelo» e que, só depois, «ver qual é o plafond financeiro para tomarmos a decisão».
Inácio Esperança revelou também que a Biblioteca Municipal terá «residências de artistas, que vai incluir no fundo centros de artes, que vai incluir auditório, que vai incluir tudo aquilo que hoje uma biblioteca deve ter».
O autarca relembrou ainda que «por volta de 2008» houve um projeto para edificar a Biblioteca Municipal, mas que «não foi executado».
«Tínhamos 700 mil euros de apoio e tínhamos um projeto que custou cerca de 200 mil euros. Iniciámos a obra e, depois, o executivo na altura decidiu não fazer o a biblioteca», acrescentou.
Vincou ainda que, neste momento, «ainda estamos a pagar uma dívida de 500 mil euros pela biblioteca que não temos, porque foram feitos empréstimos».















