O Presidente da República, Marcelo rebelo de Sousa, congratulou-se hoje com o avanço da candidatura de Vila Viçosa, no distrito de Évora, a Património Mundial da UNESCO e afirmou que Vila Viçosa “é uma grande vila”.
“Vivi alguns dos melhores momentos da minha vida aqui em Vila Viçosa, nomeadamente quando pertenci ao Conselho de Administração da Fundação da Casa de Bragança”, começou por afirmar Marcelo Rebelo de Sousa.
O Chefe de Estado explicou que “a visita acompanhada pelos Embaixadores acreditados em Lisboa, conjuga-se com a candidatura de Vila Viçosa à UNESCO a Património da Humanidade, mas é também uma oportunidade única para lá fora se conhecer aquilo que nem sempre é conhecido pelas pessoas”.
Já sobre a candidatura de Vila Viçosa a Património Mundial, Marcelo Rebelo de Sousa disse que “a primeira candidatura tinha um lado muito vasto que alargava o âmbito de intervenção geográfico, isso era muita riqueza mas era uma debilidade, porque a UNESCO quer olhar para uma realidade mais homogénica, em termos da identidade nacional, em termos da ideia de autenticidade e também de universalidade de mensagem”, acrescentando que “vejo hoje que se conseguiu aliar à ideia inicial, uma reformulação que centra naquilo que são os critérios adotados pela UNESCO”.
O Presidente da República disse ter ficado “muito satisfeito pelo avanço da candidatura”, considerando que “o dossiê tinha méritos e ganhou mais méritos nesta reformulação”.
“É uma ideia já antiga, que eu acompanhei desde o início, quando era presidente da Fundação da Casa de Bragança e que deu passos muito positivos”, assinalou.
Lembrou também que a candidatura deve dar destaque “à identidade nacional ligada à ideia de continuidade, lembrando que Vila Viçosa manteve as raízes da identidade nacional sob governação de um Monarca e havia duas cortes, havia a Corte de Lisboa e a Corte de Vila Viçosa, uma Corte que afirmava a tradição e continuidade da Casa de Bragança, que seria tão importante que iria dar origem à mais longa dinastia da monarquia portuguesa”.
Marcelo Rebelo de Sousa frisou ainda que “Vila Viçosa foi o centro que garantiu, através da Corte instaurada, que aqui se localizasse aquilo que veio a garantir a história de Portugal, logo aí esse requisito é fácil de demonstrar, tal como a autenticidade e a genuinidade, não há nada de artificial, o Paço Ducal é o que é”, acrescentando que “o paço ducal de Vila Viçosa, como alguns dos seus edifícios complementares têm uma dimensão universal”.
O Presidente da República deixou claro que “deve valorizar-se ainda mais o que significou de universal na Corte de D. João IV, o que ele trouxe para Portugal, nomeadamente o que havia de melhor da música, das ciências, dando uma dimensão internacional, mas que se valorize a vinda das embaixadas mais longínquas que passaram por Vila Viçosa, como que reconhecendo que esta Corte era mais importante universalmente do que a corte de Lisboa”
Afirmou ainda que “tem de se deixar de dizer uma pequena vila, pois, uma vila que teve uma capital dum país, não é uma pequena vila, não foi uma pequena vila e nunca será uma pequena vila, é uma grande vila”, salientando ainda que “é certo que as condições socioeconómicas não são de modo a que os jovens de fixem, uma grande atividade como os mármores está mais ou menos parada, o turismo flui mas podia evoluir mais ainda, tudo isso é verdade, mas que é uma grande vila é, não apenas pela história mas pelas potencialidades que tem para o futuro”
“No momento em que se avança para uma candidatura a apresentar na UNESCO o primeiro ponto é eliminar qualquer das linhas da candidatura a referência a pequena vila, foi uma grande vila e quer-se uma grande vila, ou seja, para que o povo de Vila Viçosa possa viver à altura das suas ambições”, concluiu Marcelo Rebelo de Sousa.















