O concelho de Vila Viçosa poderá vir a sofrer vários efeitos relacionados com as alterações climáticas, estando em risco máximo, alertou esta sexta-feira, o presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa.
Inácio Esperança alertava para os efeitos que as alterações climáticas podem vir a ter neste concelho do distrito de Évora, durante uma reunião realizada no âmbito da elaboração do Plano Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas.
A autarquia calipolense integra um projeto promovido pela Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC), o projeto “Adapta.Local.CIMAC – Planeamento da Adaptação Climática Municipal no Alentejo Central”, que visa desenvolver Planos Municipais de Adaptação às Alterações Climáticas para todos os municípios que integram a CIMAC.
Segundo explicou o edil calipolense, “estamos a trabalhar nisto, concluímos a terceira fase, estamos agora a iniciar a quarta fase, ou seja, até aqui realizamos um estudo estatístico do concelho, nomeadamente das temperaturas, precipitação, tragédias que aconteceram em termos climáticos ou em termos de incidentes naturais e agora feito esse levantamento, estamos a apresentar quais são os riscos que temos identificados e o que prevemos que, se nada for feito, irão acontecer para que possamos, a nível do município, das pessoas, das instituições, tomar medidas para reduzir.”
Já sobre o que pode acontecer no concelho de Vila Viçosa se nada for feito, Inácio Esperança salientou que “não corremos grandes riscos na questão de cheias, na questão de catástrofes, que tem a ver com deslizamento de vertentes ou outras questões, agora, relativamente à água e ondas de calor, estamos no risco máximo e vamos estar no risco máximo e a tendência é para piorar”.
“Todo o concelho está em risco máximo, mas talvez a zona de Pardais, na questão das ondas de calor e talvez na questão do stress hídrico, aquele território que vai sofrer menos, segundo aquilo que está estudado”, referiu o autarca sobre os níveis de risco das várias freguesias do concelho.
De acordo com o autarca, o plano que está a ser elaborado prevê que, para combater as alterações climáticas, “sejam tomadas medidas no que diz respeito aos tipos de culturas a instalar na região, prevê que se promova o não uso de químicos para que não se contaminem os aquíferos, entre outras medidas que ainda estão a ser estudadas”.
Questionado se a comunidade e as instituições locais estão sensibilizadas para esta problemática, o autarca calipolense considera que “tanto a comunidade como as instituições começam a estar sensibilizados, porque hoje em dia com as temperaturas que se registam, por exemplo agora em outubro e com a situação da falta de água, penso que já toda a gente se mentalizou de que é necessário fazer alguma coisa.”.





















