A III Feira de Doçaria Conventual de Vila Viçosa “Lurdes Ramos” realiza-se entre os dias 30 de janeiro e 1 de fevereiro de 2026, no Claustro do Convento dos Agostinhos, na zona histórica da vila calipolense, reunindo produtores de várias regiões do país, animação cultural e atividades para famílias.
O evento tem início na sexta-feira, dia 30 de janeiro, às 17h30, com a inauguração oficial da feira, seguindo-se, às 18h00, uma atuação musical do «Grupo d’Hora Avante». O primeiro dia termina às 22h00, com o encerramento da feira.
Homenagem a Lurdes Ramos dá nome ao certame
Em declarações ao Jornal ODigital.pt, o vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa, Tiago Salgueiro, recordou que o executivo municipal aprovou recentemente as normas que enquadram esta edição do certame, que passa a ter uma nova designação. «Aprovámos as normas e a disposição geral para a terceira edição da Feira da Doçaria Conventual, que terá agora uma nova designação em homenagem à nossa doceira falecida tragicamente no passado ano, Lurdes Ramos», afirmou.
Segundo o autarca, a iniciativa mantém o objetivo central de valorização da tradição doceira do concelho e da região, reforçando a sua dimensão nacional.
Mais expositores e critérios rigorosos de participação
De acordo com Tiago Salgueiro, a edição de 2026 regista um aumento no número de participantes. «Vamos ter um acréscimo do número de participantes, que vão chegar aos 20, provenientes de todas as partes do país», adiantou.
O vice-presidente da autarquia sublinhou ainda que a participação na feira está sujeita a critérios definidos. «Há um conjunto de normas que têm de ser cumpridas, quer ao nível dos produtos utilizados, quer das formas de confeção», explicou.
A feira conta novamente com várias parcerias institucionais e privadas. «Temos a Qualifica como parceira, para além da Delta e da Irmandade das Sementes do Verbo, que acolhe a iniciativa no Convento dos Agostinhos», referiu.
Programa cultural e atividades para crianças
Para além da vertente expositiva, a III Feira de Doçaria Conventual integra um programa cultural paralelo. «Vamos ter também um programa cultural que vai privilegiar sobretudo o cante tradicional alentejano», indicou Tiago Salgueiro, acrescentando que as iniciativas vão decorrer no espaço do convento e na igreja.
O programa inclui ainda atividades direcionadas para o público infantil. «Vamos ter atividades para as crianças, apoio do município para a confeção de bolachas e doces conventuais, pinturas faciais e outras ações que ocupam todo o espaço disponível», referiu, destacando a vertente pedagógica da iniciativa. «Queremos dar a conhecer aos mais novos esta questão relevante que tem a ver com a doçaria conventual, transmitindo esse conhecimento e essa aprendizagem.»
No sábado, dia 31 de janeiro, a feira abre às 10h00, seguindo-se, às 10h30, o Concurso de Doces. A entrega de prémios está marcada para as 12h00. Durante a tarde, realizam-se atividades para crianças e atuações musicais, com destaque para os «Cantadores da Planície» e o «Grupo Rastolhice». O encerramento deste dia está previsto para as 22h00.
No domingo, dia 1 de fevereiro, a feira reabre às 10h00, com atividades para crianças durante a tarde e uma atuação do «Grupo Alentejo na Voz Canta Alentejo», pelas 15h30. O encerramento final do certame acontece às 18h30.
Concurso de doces e homenagem a Ana Soeiro
O concurso de doces conventuais volta a ser um dos momentos centrais do certame. «Todos os que quiserem podem candidatar-se através de uma ficha de inscrição, sendo a ideia premiar o melhor doce», explicou o vice-presidente da Câmara Municipal.
Nesta edição, a autarquia decidiu prestar também uma homenagem póstuma à engenheira Ana Soeiro. «Neste concurso vamos homenagear a engenheira Ana Soeiro, também falecida tragicamente no passado ano», revelou Tiago Salgueiro, acrescentando que «foram duas pessoas fundamentais para a organização desta feira e fervorosas defensoras desta iniciativa».
Tradição histórica e aposta na qualidade
Tiago Salgueiro destacou ainda que a qualidade e a certificação continuam a ser princípios estruturantes da feira. «Um dos princípios desta iniciativa é valorizar sempre os produtos tradicionais e certificados», afirmou.
O autarca recordou igualmente a forte tradição histórica de Vila Viçosa na doçaria conventual. «Tivemos aqui sete conventos e uma forte tradição histórica, com doces como o Tiborna Manjar das Chagas», referiu, salientando também a importância do público espanhol. «Queremos continuar a chamar a atenção do público espanhol, que costuma aderir sempre com bastante afluência a Vila Viçosa por estes dias.»
















