Como já noticiámos, a Câmara de Vila Viçosa, no distrito de Évora, quer iniciar este ano a construção de uma variante a uma estrada cortada por questões de segurança, devido à proximidade de uma pedreira, na zona de Bencatel.
Esta quinta-feira, a Câmara de Vila Viçosa realizou a pré-apresentação da variante onde foi disponibilizado o levantamento topográfico da Variante que ligará Bencatel a Vila Viçosa.
Em declarações à imprensa o presidente da Câmara de Vila Viçosa, começou por referi que “este espaço canal que apresentámos é no fundo, de uma área com 200 metros, onde depois será implementado o projeto e que teve parecer favorável de todas as entidades na Conferência Técnica da Revisão do PDM”, acrescentando que “quisemos partilhar com as pessoas aquelas que são as nossas intenções e, de uma forma democrática, mostrar a todos o que é que pretendemos fazer para melhorar as acessibilidades a Bencatel”.
Inácio Esperança deixou claro que “queremos garantir a segurança de todos, o desenvolvimento económico e, no fundo, o progresso, por isso iremos compatibilizar as pedreiras e a laboração das pedreiras, que é essencial ao nosso concelho e à economia do nosso concelho e às pessoas com a segurança e com o progresso e, de facto, isso só é possível através desta alternativa, foi o que nos disseram os técnicos, visto toda a confluência que existe de utilização do território e de vias e também a questão da importância económica dos territórios e da mais valia em termos agrícolas que existe nuns e noutros territórios, portanto, esta foi a solução apontada”.
“Nós queremos mostrar à população quais são as nossas intenções, mostrar à população o traçado proposto, que terá uma discussão pública onde as pessoas têm que se pronunciar. Pode até in-extremis não ser aprovado, mas é a nossa intenção, obviamente que seja e faremos tudo para que possa ser, porque há necessidade urgente. De qualquer forma, nesta questão da construção de estradas há sempre impacto negativo para algumas pessoas. Numa situação destas um gestor público como é o caso de um Presidente de Câmara tem que maximizar o benefício e minimizar o prejuízo, e é isso que faremos”, frisou o edil.
Já sobre os próximos procedimentos, Inácio Esperança indicou que “a consulta pública terá que decorrer 30 dias, depois terá que ir à Assembleia e depois terá que ser publicada e a partir daí temos que fazer o projeto. O projeto pode levar um mês, dois meses a ser executado. Com este levantamento topográfico está muito facilitado. Depois tem que haver mais 30 dias de consulta pública para o projecto e depois de estar aprovado em Assembleia Municipal na Câmara Municipal e financiado, ele poderá avançar”.
O autarca avançou ainda que “esta obra será faseada mas isso será definido mais à frente, mas gostava muito que até ao final deste ano pudesse arrancar a primeira fase da obra ou pelo menos um arranque oficial da obra numa das duas vertentes, começando na vertente nascente, que é aquela que mais nos preocupa, até pela envolvência”.
Quanto aos custos globais, Inácio Esperança referiu que “já há custos previstos pelos 3,11 quilómetros num total de 2,7 milhões de euros, é o que está previsto para a totalidade da obra”.
Recorde-se que esta variante surge como alternativa à antiga estrada nacional 254 junto a Bencatel, no concelho de Vila Viçosa, que foi cortada ao trânsito de forma definitiva, a 22 de janeiro de 2021, por questões de segurança, devido à proximidade de uma pedreira.
Na altura, fonte da IP revelou que o corte do trânsito na estrada estava relacionado com a proximidade da pedreira “Monte d’el Rei”, que tem cerca de “134 metros de profundidade” e que se encontra a cerca de 30 metros da via, quando devia estar “a mais de 400 metros”.
Poucos dias depois do corte da estrada, foi criado, num terreno privado cedido pelo proprietário, um caminho de terra batida paralelo a esta estrada que está a ser utilizado por alguns automobilistas.
Com uma extensão de mais de três quilómetros, a futura variante a Bencatel, além de possibilitar o acesso à sede de concelho, vai permitir também “desviar o trânsito de pesado” de dentro da localidade e “a laboração de pedreiras da zona”, frisou o autarca.















