O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDR Alentejo), Ricardo Pinheiro, defendeu este sábado, em Vila Viçosa, a necessidade de continuar a reforçar o apoio às associações humanitárias de bombeiros e ao modelo de proteção civil assente no voluntariado.
As declarações foram feitas ao Jornal ODigital.pt durante a VII edição da Bênção dos Capacetes dos Bombeiros do Distrito de Évora, iniciativa que reuniu corporações, autarcas e entidades do distrito no Santuário de Nossa Senhora da Conceição.
Ricardo Pinheiro destacou o papel das associações humanitárias de bombeiros enquanto estruturas de participação cívica e de formação de cidadãos, considerando que o modelo português continua a ter uma forte dimensão humana e comunitária.
«Portugal tem um património que são as associações humanitárias dos Bombeiros Voluntários», afirmou, defendendo que estas estruturas representam também «um modelo de educação que responsabiliza a sociedade na participação cívica, nomeadamente na proteção civil».
Voluntariado jovem apontado como prioridade
O presidente da CCDR Alentejo considerou ainda importante garantir a continuidade do envolvimento das gerações mais jovens no movimento associativo dos bombeiros.
Segundo Ricardo Pinheiro, as corporações desempenham um papel relevante na formação das comunidades locais, promovendo valores de responsabilidade e participação.
«É extraordinariamente importante perpetuar e responsabilizar também a juventude na importância da adesão e da vivência aos Bombeiros Voluntários», referiu.
Investimento e financiamento em destaque
Outro dos temas abordados pelo responsável foi a necessidade de assegurar continuidade no investimento destinado às associações humanitárias de bombeiros através dos fundos comunitários.
Ricardo Pinheiro indicou que essa reflexão deverá estar presente na preparação do próximo quadro financeiro plurianual, defendendo a manutenção do apoio ao investimento das corporações.
«Continuarmos a perspectivar como continuamos a financiar toda a dimensão de investimento que tem vindo a acontecer nos últimos quadros de apoio comunitário», afirmou.
O presidente da CCDR Alentejo admitiu ainda que será necessário refletir sobre o futuro modelo de organização e financiamento do setor, considerando tratar-se de um debate que deve envolver autarquias, federações distritais e entidades regionais.
Modelo de cooperação destacado
Durante as declarações ao Jornal ODigital.pt, Ricardo Pinheiro destacou também o papel das autarquias e da articulação institucional na área da proteção civil, apontando Vila Viçosa como exemplo dessa cooperação.
O responsável referiu a importância do trabalho conjunto entre municípios, serviços municipais de proteção civil e corporações de bombeiros, considerando esse modelo essencial para a resposta operacional no território.















