A empresa Marvisa – Mármores Alentejanos, Lda., está a desenvolver um projeto de fusão e ampliação da área da pedreira “Maroteira-DM”, situada na freguesia de Bencatel, concelho de Vila Viçosa, distrito de Évora.
Este projeto, que integra a Zona dos Mármores, visa a união de duas áreas de exploração contíguas — as pedreiras Maroteira-DM e Maroteira NM — para criar uma área licenciada de 159.362,50 m². A iniciativa inclui ainda a regularização de terrenos limítrofes e a exclusão de uma área de aterro atualmente ocupada por uma instalação de britagem.
A pedreira Maroteira-DM é licenciada desde 24 de abril de 1994 e cobre uma área de 96.250 m², enquanto a Maroteira NM obteve licença em 25 de fevereiro de 1994, com uma área de 32.540 m². A Marvisa pretende, com este projeto de execução, não apenas expandir a área explorada, mas também aumentar a capacidade de produção e eficiência da sua operação, atendendo à crescente procura do mercado por mármore alentejano.
Segundo a empresa, o novo plano operacional prolongará a atividade da pedreira por mais 53 anos, com uma produção anual estimada de 25.000 m³, dos quais cerca de 5.500 m³ serão mármore para comercialização, direcionado ao mercado interno e, em maior escala, para exportação.
O projeto está atualmente sujeito a Avaliação de Impacte Ambiental (AIA), onde são analisados os potenciais efeitos da expansão nas áreas ambiental, social e económica. Entre as medidas de mitigação e recuperação previstas, destaca-se a remoção dos aterros existentes, o reaproveitamento de resíduos de rocha para britagem, e a plantação de sobreiros na fase final de exploração. A pedreira continuará a operar com oito trabalhadores diretos, contribuindo para a economia local e promovendo a criação de valor na região. A Marvisa sublinha que o projeto reflete uma estratégia de Economia Circular, através da reutilização de materiais sem valor ornamental e do reaproveitamento de recursos.
Localizado no núcleo extrativo da Lagoa, o projeto insere-se na Unidade de Ordenamento 4 (UNOR 4) do Plano Regional de Ordenamento do Alentejo (PROTA), que identifica esta área como um eixo estratégico para a exploração de rochas ornamentais. Ao nível do Plano Diretor Municipal de Vila Viçosa, a área é considerada “Espaço de Indústria Extrativa”, não conflituando com servidões ou restrições de utilidade pública.















