A localidade de Vila Viçosa recebe, esta sexta-feira e sábado, o quinto encontro ‘République des Lettres’
Um encontro que acontece mais uma vez numa colaboração entre várias unidades de investigação desta vez reforçadas com o apoio da Fundação da Casa de Bragança e da Câmara Municipal de Vila Viçosa.
Este encontro tem um programa vasto e que é constituído por palestras que se realizam no Paço Ducal de Vila Viçosa, bem como com uma visita à Tapada Real.
Em declarações a’ODigital.pt, Maria de Jesus Monge, diretora do Museu Biblioteca da Fundação da Casa de Bragança, referiu que “é sem dúvida um momento em que o poder das palavras está a reinar e temos a fortuna de ter aqui entre nós a maioria dos investigadores que nos últimos anos se têm dedicado aos temas da Casa de Bragança.”
“A presença de todos estes investigadores aqui em Vila Viçosa é notável, não só por tudo aquilo que eles nos trazem, mas também, por aquilo que é a discussão e a conversa que entre eles certamente irá gerar e quem sabe também futuros textos, futuros projetos”, referiu Maria de Jesus Monge.
Segundo a responsável do museu, “com este naipe de investigadores tudo é possível e muito pode sair deste encontro, mas quero acreditar que vai sair o aprofundar de muitas das áreas de relevo, que são, aliás, aquelas que justamente estão abordadas no programa, como seja o estudo da própria Casa de Bragança enquanto entidade singular no contexto da história nacional, mas também aquilo que tem a ver com a especificidade de Vila Viçosa, dos seus edifícios, dos seus espaços e coleções, e claro, este ano não se poderia deixar também de falar de Camões e dos Lusíadas.”
Já o presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa, Inácio Esperança, “uma das nossas intenções é promover Vila Viçosa com qualidade e este é uma dessas oportunidades, pois temos aqui muitos investigadores e pretendemos mostrar a inquestionável importância do património e de tudo o que a Casa de Bragança deu a Vila Viçosa”.
“É para nós muito importante o trabalho feito por estes investigadores, atenção e o gosto por Vila Viçosa, até porque estamos numa fase em que temos uma candidatura a Património da Humanidade e, estes investigadores dão também um forte contributo para valorizar este património”, concluiu o autarca.
Para Ilda Mendes dos Santos, do CREPAL, “é uma honra estar neste lugar de tão alta especificidade história”, acrescentando que “realizar este encontro, oriundo de um projeto internacional, foi um desafio”.
Por sua vez, António Camões Gouveia, do CHAM, explicou que se trata do “quinto encontro ‘République des Lettres’, que é em Vila Viçosa, no Alentejo, e isso é muito interessante e importante, porque os encontros vão continuar e vamos variá-los e vamos dar algumas indicações do pouco que sabemos, nomeadamente de como estamos, como fazemos quando não estamos na universidade”.
António Camões Gouveia, salientou ainda que “esta aprendizagem destas paisagens novas que nós estamos à procura, com conteúdos culturais, com património implícito, pode não ser estudado, mas pode ser trabalhado, vivido, tudo isto é muito importante e a ‘République des Lettres’ vai até aí, porque aqui conseguimos fazer um jogo que vai das letras às letras, que são pedras, às pedras que são paredes, que são tratados, que ainda hoje cá estão e que podem ser pensadas, que podem ser limpas e renovadas e é isto que é a ‘République des Lettres’, ou seja, tem movimento, tem contradição, não dizemos todos o mesmo e essa é a ideia deste encontro”.















