A Volta ao Alentejo continua a afirmar-se além-fronteiras e é “mais conhecida lá fora do que parece”, segundo o diretor da prova, Ezequiel Mosquera, que defende uma maior aposta na projeção internacional da competição.
“Mais conhecida lá fora do que parece”
De acordo com o responsável, em declarações aos jornalistas, a perceção interna sobre a dimensão da prova não corresponde ao reconhecimento que já existe fora de Portugal.
“A prova, lá fora, é mais conhecida do que parece”, afirmou Ezequiel Mosquera, sublinhando que, durante um período, a competição alentejana chegou mesmo a ter maior notoriedade do que outras corridas nacionais.
“Até não há muito tempo, esta prova era mais conhecida do que a Volta ao Algarve, porque ganharam aqui grandes nomes do ciclismo”, acrescentou.
História e condições valorizadas pelas equipas
O diretor da prova destacou ainda o histórico da competição como um dos fatores que contribuem para a sua reputação internacional.
“É uma prova que é conhecida e reconhecida como uma prova interessante”, referiu, apontando também as condições oferecidas às equipas, como o clima e a qualidade das estradas.
Segundo Mosquera, o Alentejo reúne características que favorecem a realização da prova, nomeadamente “bom tempo, boas estradas” e menor complexidade em termos de circulação rodoviária, aspetos valorizados em termos de segurança.
Plataforma para chegar às grandes provas europeias
A curta duração da Volta ao Alentejo é outro dos elementos destacados pelo diretor, que considera a corrida uma oportunidade para as equipas iniciarem a época competitiva.
“Sendo curta, dá para as equipas começarem a aproximar-se das grandes provas europeias”, afirmou.
Ciclismo como ferramenta de promoção internacional
Além da vertente desportiva, Ezequiel Mosquera defende uma abordagem mais alargada ao ciclismo, com foco na promoção do território.
“Há que pensar na transmissão internacional e há que pensar em colocar o Alentejo no mundo”, afirmou, considerando que o ciclismo é uma das principais plataformas para essa projeção.
O responsável sustenta que a região reúne condições naturais e logísticas que podem atrair equipas e aumentar a visibilidade internacional da prova.
“O Alentejo tem tudo: paisagens diferentes, boas estradas, bom tempo e uma corrida com história”, referiu, defendendo que estes fatores podem contribuir para reforçar o posicionamento da Volta no calendário internacional.
Prova pode recuperar protagonismo internacional
Para o diretor da Volta ao Alentejo, a competição tem potencial para voltar a atrair nomes de destaque do ciclismo internacional.
“Creio que a Volta ao Alentejo é uma volta que pode vir a recuperar esses grandes nomes que já teve”, afirmou.
A aposta na transmissão televisiva e na promoção do território surge, assim, como um dos caminhos apontados para reforçar a presença da prova no panorama internacional.
A prova foi esta terça-feira apresentada em Alandroal. Veja aqui a reportagem.















