A Volta ao Alentejo integra uma nova fase do ciclismo português, com aposta na internacionalização e na valorização mediática da modalidade, afirmou o presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Cândido Barbosa, que defende um reforço da visibilidade externa das provas nacionais.
“Novo tempo” com foco na internacionalização
Segundo o dirigente, a organização da Volta ao Alentejo insere-se numa estratégia mais ampla para reposicionar o ciclismo português.
“Portugal vive um tempo novo e esta é a primeira grande organização deste novo tempo”, afirmou, sublinhando o compromisso de tornar as principais provas nacionais “uma referência do ciclismo”.
Nesse sentido, a Federação assumiu diretamente a organização de várias competições, incluindo a Volta ao Alentejo, em articulação com novos parceiros.
“Estamos empenhados em fazer desta Volta ao Alentejo uma volta maior, melhor e mais internacional”, acrescentou.
Televisão e território como motores de crescimento
A estratégia passa por reforçar a exposição mediática da prova e utilizar o ciclismo como instrumento de promoção territorial.
“Só o facto de conseguirmos ter a RTP em direto é algo que vai ajudar em muito a promover aquilo que são os territórios”, referiu.
Para Cândido Barbosa, a competição permite dar visibilidade ao património, à gastronomia e à identidade do Alentejo, associando desporto e promoção regional.
“Vamos aproveitar a oportunidade de termos uma competição para promover todo um território”, afirmou.
Captação de jovens no centro da estratégia
A internacionalização e a visibilidade mediática surgem também como ferramentas para atrair novos praticantes para a modalidade.
“Temos que dar esperança aos jovens”, disse, reconhecendo as dificuldades na captação de atletas num contexto em que o ciclismo é uma modalidade exigente e com custos elevados.
O dirigente defende que a presença de equipas internacionais e a transmissão televisiva podem contribuir para criar referências e estimular o interesse das novas gerações.
Crescimento do pelotão confirma evolução
A evolução recente da prova é apontada como um sinal positivo, com aumento do número de equipas participantes.
“No ano passado foram 17 equipas. Este ano temos 20”, destacou, considerando que este crescimento reflete o trabalho desenvolvido para aproximar o ciclismo português das dinâmicas internacionais.
Limitações condicionam ambição internacional
Apesar da estratégia definida, o presidente da Federação admite que nem todos os objetivos foram alcançados nesta edição.
“Podíamos ter aqui mais uma ou duas equipas internacionais”, afirmou, apontando dificuldades logísticas, nomeadamente no transporte de equipamentos, como fator limitador.
Ainda assim, considera que a edição deste ano pode abrir caminho a uma maior presença internacional no futuro, reforçando o posicionamento da Volta ao Alentejo no calendário europeu.















