A EDIA – Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva assinala três décadas de atividade com a exposição “30 anos, 30 imagens – 1995-2025”, patente ao público entre 20 de fevereiro e 27 de março, na Rua Capitão João Francisco de Sousa, em Beja.
A inauguração está marcada para dia 20 de fevereiro, às 10h30, com convite aberto à população.
A iniciativa integra o programa evocativo do 30.º aniversário da empresa, celebrado em 2025, e antecede a celebração do 31.º aniversário da EDIA, assinalado a 24 de março. A mostra convida o público a revisitar a história, os principais projetos e o impacto do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva no território.
Da criação da EDIA ao enchimento da albufeira
A primeira imagem da exposição é anterior a 1995 e recupera a frase «Construam-me; porra!», escrita por um grupo de jovens na zona da futura barragem. A expressão tornou-se um símbolo da mobilização em torno do projeto.
Em 1995, com a criação da EDIA, o empreendimento ganhou enquadramento institucional e missão definida: conceber, executar, construir, gerir e explorar as infraestruturas de Alqueva, promovendo o desenvolvimento económico e social e valorizando os recursos do território.
A exposição percorre momentos considerados determinantes, desde as escavações iniciais em 1995 e a primeira betonagem, em 1998, até ao encerramento das comportas, a 8 de fevereiro de 2002, que marcou o início do enchimento da albufeira, atualmente a maior reserva estratégica de água do país.
Nova aldeia da Luz e património arqueológico
O percurso expositivo inclui ainda referências à desmatação e desarborização da área inundada, à construção da nova aldeia da Luz e às operações de preservação e submersão do Castelo da Lousa.
É igualmente recordada a relocalização do Cromeleque do Xerez e a realização de mais de duas mil intervenções arqueológicas durante a execução das infraestruturas, que permitiram aprofundar o conhecimento sobre a ocupação humana na região.
Rede de regadio e impacto territorial
Atualmente, o sistema de Alqueva integra 2.078 quilómetros de redes primária e secundária, que interligam 72 barragens e reservatórios, apoiados por 48 estações elevatórias responsáveis pela distribuição de água.
O regadio abrange cerca de 130 mil hectares. Segundo a EDIA, esta infraestrutura contribuiu para a expansão de diversas culturas agrícolas e para a dinamização do tecido económico regional.
A empresa assegura ainda a monitorização contínua dos recursos hídricos e do solo, com o objetivo de garantir o equilíbrio entre utilização agrícola e preservação ambiental.
Num contexto marcado por alterações climáticas e episódios meteorológicos extremos, a exposição destaca o papel da Barragem de Alqueva na regulação de caudais, na gestão de reservas estratégicas de água e no reforço da capacidade de resposta do país em matéria de recursos hídricos.
A mostra “30 anos, 30 imagens” apresenta-se, assim, como um registo visual da evolução do projeto Alqueva ao longo de três décadas e do seu impacto no território do Alentejo.















