A elevada afluência às urgências do Hospital do Espírito Santo de Évora, associada a numerosos casos com sintomas respiratórios, está a gerar preocupação entre utentes, sobretudo pais de crianças pequenas que recorrem repetidamente ao serviço hospitalar.
Nos últimos dias, têm sido reportadas situações de febre elevada, dificuldades respiratórias, tosse persistente, vómitos e diarreia, envolvendo crianças, adultos e idosos, num contexto descrito como de forte pressão assistencial nas urgências gerais e pediátricas.
Relatos de sintomas respiratórios e elevada procura
De acordo com um testemunho enviado à redação do ODigital.pt, por um utente que solicitou anonimato, o serviço de urgência pediátrica tem registado uma elevada concentração de crianças com sintomas respiratórios semelhantes, algumas com febres na ordem dos 39 e 40 graus.
O mesmo relato descreve a presença de idosos a necessitar de oxigénio e múltiplos doentes com tosse intensa e dificuldades respiratórias, num cenário que o utente considera preocupante do ponto de vista da saúde pública.
Várias idas às urgências e confirmação fora do hospital
Segundo o testemunho, um pai recorreu por diversas vezes às urgências com o filho, com cerca de dois anos, devido a dificuldades respiratórias, febre persistente e episódios de vómitos. Apesar da realização de exames, refere não ter obtido um esclarecimento claro quanto à origem dos sintomas, tendo sido mantida a medicação já prescrita.
O mesmo utente afirma que, já em casa, decidiu realizar um teste rápido adquirido numa farmácia, que terá indicado um resultado positivo para Influenza A, vulgarmente conhecida como gripe A. O pai refere que esta confirmação contribuiu para a sua preocupação quanto à eventual circulação deste vírus na comunidade.
Pedido de esclarecimento sem resposta
O ODigital.pt contactou a Unidade Local de Saúde do Alentejo Central, entidade que gere o Hospital do Espírito Santo de Évora, com o objetivo de esclarecer a situação descrita, confirmar a eventual existência de um aumento de casos de infeções respiratórias e obter informação oficial sobre a afluência às urgências.
Até ao momento da publicação desta notícia, a Unidade Local de Saúde do Alentejo Central não respondeu ao pedido de esclarecimento.















