O presidente da Câmara Municipal de Alandroal, João Maria Grilo, anunciou a criação de um centro interpretativo ligado ao novo santuário de elefantes, apresentado em parceria com a Pangea e o Município de Vila Viçosa. O projeto, que deverá nascer na vila do Alandroal, pretende ser um espaço dedicado à educação ambiental, à conservação da natureza e à promoção do conhecimento científico.
Segundo João Maria Grilo, “o centro interpretativo é um objetivo comum entre o município e a Pangea”. O autarca explicou que o espaço “não ficará localizado no santuário”, uma vez que este “não será um parque temático”, mas sim “um local de acolhimento e reabilitação de animais”. O novo centro será criado “na vila do Alandroal, num espaço que está a ser redesenhado para acolher também empresas e novos projetos”.
O presidente destacou que a futura estrutura terá um papel essencial na dinamização local. “Queremos um centro vocacionado para falar, através dos elefantes, de biodiversidade, de conservação e de respeito pela natureza”, afirmou. A autarquia pretende que o espaço “seja acolhedor para visitantes e para as comunidades educativas”, permitindo “dar mais dinâmica ao investimento que está a ser feito no território”.
João Maria Grilo recordou que o projeto do santuário nasceu há cerca de três anos, quando foi apresentada a ideia de criar, no Alentejo, um espaço de acolhimento para elefantes resgatados. “Achei a ideia extraordinária, sobretudo por estar em linha com o que devem ser as prioridades do nosso tempo: o respeito pelos animais e pela biodiversidade”, referiu.
O autarca sublinhou ainda que o centro interpretativo será fundamental para envolver a comunidade educativa e as instituições de ensino superior. “É de registar com satisfação o interesse da Universidade de Évora em colaborar neste projeto”, afirmou, destacando que esta parceria poderá abrir novas oportunidades de investigação e formação na área da conservação.
Para João Maria Grilo, o santuário e o futuro centro interpretativo representam “uma oportunidade para o território”. O presidente reforçou que estas iniciativas “valorizam os recursos naturais, criam emprego e reforçam a ligação entre a população e os valores da preservação da natureza e do ambiente”.
O Município do Alandroal já disponibilizou o terreno para o centro interpretativo e está a trabalhar com a Pangea na obtenção de financiamento. O espaço deverá ser uma referência regional em conservação, ciência e turismo sustentável.















