O Alentejo deverá registar uma taxa de ocupação superior a 75% na Páscoa, apesar de, a cerca de duas semanas do período festivo, os níveis de reserva estarem em linha com os do ano passado.
A indicação foi dada pelo presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo, José Santos, em declarações ao jornal ODigital.pt, que perspetivou uma “boa Páscoa” para a região.
“As expectativas são boas”, afirmou José Santos, sublinhando, no entanto, que “não não posso dizer que o Alentejo vai estar cheio”. Ainda assim, acrescentou, “acredito muito que a região vai ter uma boa ocupação e vai ter uma boa Páscoa”.
Reservas entre 50% e 65% a duas semanas da Páscoa
Segundo o presidente, os dados recolhidos junto dos operadores hoteleiros apontam, nesta fase, para “uma ocupação entre 50% a 65%”, valor “ligeiramente abaixo daquilo que a região registava a duas semanas da Páscoa”, mas com sinais de recuperação na reta final.
José Santos explicou que as previsões resultam da informação das unidades turísticas e que, olhando para o Alentejo como um todo, a leitura ainda é condicionada pela dimensão do território e pela diversidade da oferta hoteleira. Ainda assim, sustentou que a tendência observada permite antecipar uma “subida” da procura nos dias imediatamente anteriores à Páscoa.
Turismo do Alentejo conta com reservas de última hora
Um dos fatores que sustenta essa expectativa é o reforço das reservas feitas já perto da data da estadia. “Na última semana há um nível significativo de reservas de última hora”, disse José Santos, referindo-se ao chamado mercado de last minute, que, segundo o próprio, “se tem acentuado cada vez mais”.
Esse comportamento é visível no principal mercado emissor da região, a Área Metropolitana de Lisboa, mas também em Espanha, em particular nas zonas mais próximas da fronteira. Com base nessa evolução, o presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo disse acreditar que “a ocupação será superior a 75%”.
Promoção em Espanha reforça expectativas para a Páscoa
Além da procura nacional, a entidade regional está também a apostar no mercado espanhol. José Santos recordou que foi lançada há dias uma campanha promocional dirigida à Andaluzia e à Extremadura, duas regiões que o turismo alentejano considera prioritárias pela proximidade geográfica.
“Com a campanha que lançámos, estou confiante que vamos ter, mais uma vez, uma boa Páscoa ao nível dos anos anteriores”, afirmou.
Ocupação no Alentejo varia consoante os territórios
José Santos salientou também que ainda que o Alentejo tenha “sempre bons indíces de ocupação na Páscoa”, esses valores “variam consoante se estivermos a falar de zonas turísticas mais centrais” ou de “destinos mais emergentes ou mais periféricos”.
De acordo com os dados referidos pelo responsável, baseados “num painel de gestão de cerca de quatro dezenas de alojamentos”, o nível de reservas situa-se “entre 50% a 75%”, “muito na linha” do que se verificava no mesmo período de 2025.
Entre os territórios com maior concentração de alojamento e maior expressão turística nesta altura do ano, José Santos destacou o Alto Alentejo, a Comporta, a zona de Odemira, Évora, o Baixo Alentejo e a região do Alqueva.
Proximidade a Lisboa continua a pesar na procura
Na leitura do presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo, a localização da região continua a ser uma das principais vantagens competitivas nesta época do ano.
“O Alentejo é uma região que beneficia muito da proximidade geográfica” à Área Metropolitana de Lisboa, disse, acrescentando que muitos visitantes chegam também da zona Centro, do Algarve e da área do Grande Porto.
Para já, a entidade regional evita antecipar um cenário de lotação esgotada, mas mantém uma perspetiva favorável para o desempenho turístico da Páscoa. “Os hoteleiros estão otimistas, pois a cada dia que passa cairão mais reservas”, afirmou José Santos.















