A onda de calor que afeta Portugal continental desde 20 de maio continua a ter no Alentejo uma das regiões mais impactadas. Segundo o mais recente ponto de situação divulgado pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), até às 10h00 UTC de 28 de maio, 16 estações meteorológicas automáticas encontravam-se em situação de onda de calor, com destaque para o Alentejo e Vale do Tejo.
Os dados do IPMA indicam que este episódio já se posicionava, à data, como o oitavo mais longo registado em maio, com uma duração média de 7,9 dias, e como a terceira onda de calor com maior magnitude desde o início dos registos considerados para esta análise.
Mora estabelece novo extremo para o mês de maio
Entre os dados mais relevantes para o Alentejo está o registo de uma temperatura máxima de 40,3 graus Celsius em Mora, no distrito de Évora, no dia 27 de maio. O valor constitui um novo extremo absoluto para o mês de maio em Portugal Continental.
De acordo com o IPMA, também a estação meteorológica de Alvega ultrapassou o anterior máximo absoluto para maio, que era de 40 graus Celsius, registado no Pinhão, em 1953, e em Termas de Monfortinho, em 2001.
No mesmo período foram observados 22 novos máximos de temperatura máxima do ar em várias estações meteorológicas do país, bem como quatro novos máximos da temperatura mínima.
Alentejo entre as regiões em onda de calor
O instituto refere que, apesar das temperaturas elevadas se fazerem sentir em praticamente todo o território continental, a situação de onda de calor verificava-se sobretudo no Alentejo e no Vale do Tejo.
Entre as estações que registaram novos máximos para maio encontram-se várias localizadas na região alentejana, incluindo Mora, Reguengos de Monsaraz, Évora e Avis, refletindo a intensidade do fenómeno meteorológico nesta zona do país.
IPMA previa agravamento do episódio
No documento agora divulgado, o IPMA indicava existir uma elevada probabilidade de mais locais entrarem em onda de calor, especialmente nas regiões Norte e Centro interior. A previsão apontava ainda para a possibilidade de novos máximos de temperatura e para o prolongamento da onda de calor até aos primeiros dias de junho.
Face às previsões disponíveis na altura, o instituto admitia que o episódio pudesse tornar-se o mais extenso e de maior magnitude alguma vez registado em maio, em termos de temperatura máxima do ar.
Os dados agora conhecidos confirmam a relevância deste episódio meteorológico, que teve no Alentejo uma das áreas mais afetadas e onde foram registados alguns dos valores térmicos mais elevados observados durante o mês de maio.















