O Alentejo foi uma das regiões do país com maior crescimento da atividade turística no primeiro trimestre de 2026, registando uma subida de 4,4% nas dormidas, segundo os dados divulgados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
De acordo com o destaque “Atividade Turística – 1.º Trimestre de 2026”, apenas a região Norte apresentou um crescimento superior, com uma subida de 6,3%.
Dormidas de estrangeiros cresceram 7,4%
O aumento da procura turística no Alentejo foi impulsionado sobretudo pelos mercados externos. As dormidas de não residentes cresceram 7,4% na região, um dos maiores aumentos do país no primeiro trimestre.
Já as dormidas totais colocaram o Alentejo entre os territórios com melhor desempenho nacional no início do ano, contrariando a tendência de abrandamento registada em algumas regiões.
Apesar deste crescimento, o Alentejo continua a apresentar uma das menores dependências do turismo internacional. Segundo o INE, os mercados externos representaram 32,1% das dormidas registadas na região, um valor bastante abaixo da média nacional, fixada nos 68%.
Mercado espanhol lidera procura externa
O mercado espanhol manteve-se como principal emissor de turistas estrangeiros para o Alentejo, representando 20,8% das dormidas de não residentes na região durante o primeiro trimestre do ano.
O relatório indica ainda que o Alentejo continua a apresentar uma estrutura turística fortemente apoiada na procura interna, ao contrário de regiões como o Algarve, Madeira e Grande Lisboa, onde o peso dos turistas estrangeiros ultrapassa os 78%.
RevPAR no Alentejo também aumentou
Os indicadores de rentabilidade turística também registaram evolução positiva na região. O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) no Alentejo aumentou 4,7% no primeiro trimestre de 2026, um dos maiores crescimentos nacionais neste indicador.
No conjunto do país, o setor do alojamento turístico registou 13,6 milhões de dormidas nos primeiros três meses do ano, correspondendo a um crescimento homólogo de 1,3%. Os proveitos totais atingiram mil milhões de euros, mais 5,5% face ao mesmo período de 2025.















