Na visita ao antigo troço da Estrada Nacional 255, os presidentes das duas câmaras envolvidas apresentaram as respetivas propostas de resolução à Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.
Do lado de Vila Viçosa, a solução passa por entulhar as pedreiras, uma delas propriedade do município e outra da Empresa de Desenvolvimento Mineiro (EDM), e a construção de uma variante paralela ao troço em questão.
Já do lado de Borba, a solução passa por transformar o troço num caminho pedonal, retirando o trânsito automóvel do local.
Para Inácio Esperança, presidente do município de Vila Viçosa, trata-se apenas de «uma questão política», não sendo «uma questão técnica», mas que «tem de ser resolvida».
«A estrada é uma estrada intermunicipal, que liga dois concelhos e há dois concelhos que são proprietários da estrada», atirou o autarca, dizendo ainda que «é uma ligação histórica e milenar e que muito recentemente teve este problema».
O edil calipolense sublinhou aos jornalistas que «acho que não se deve perder a ligação, porque quem tem perdido com a queda da estada têm sido as duas populações».
Desta forma, Inácio Esperança reforçou que «os intervenientes têm de se entender e fazer uma proposta à senhora ministra e ao Governo» e que os governantes «estão disponíveis».
Destacou ainda que o Governo «tem a ver com este assunto indiretamente», já que a EDM é uma empresa que está sobre a tutela do Estado e já que «as pedreiras que estão em perigo e estão identificadas desde a Resolução do Conselho de Ministros em 2019 estão na posse da EDM».
«O Governo também tem uma palavra a dizer aqui, porque tem obrigações legais para resolver», acrescentou.
Já a Ministra, depois de ouvir as soluções, confirmou aos jornalistas que a EDM «vai comparar as duas alternativas e ver a que tecnicamente é mais viável», mas que é assunto que «tem de ser tratado».
Em relação ao financiamento, a governante sublinhou que «a principal mensagem é que tentaremos [Governo] o que não for possível a nível de câmaras».
«Portugal tem ao seu dispor alguns programas europeus e temos de ver como podemos ajudar neste setor, que é um setor carente nessa parte», acrescentou.
A terminar, Maria da Graça Carvalho comentou ainda o julgamento de António Anselmo, no dia 3 de outubro, quando confirmou que «foi uma grande infelicidade, principalmente para quem morreu e para as famílias», mas também «para as pessoas que estão acusadas que estão infelizes».
«Vamos aguardar com serenidade o que é que vai acontecer e criar as condições todas para que desgraças dessas não voltem a acontecer nunca mais», concluiu.















