A Praça 1.º de Maio, na freguesia de Arcos, concelho de Estremoz, foi inaugurada esta quinta-feira, 14 de maio, após uma obra de requalificação urbana que representou um investimento próximo de um milhão de euros.
A intervenção incidiu na renovação do espaço central da freguesia, incluindo a substituição de condutas e ramais de água, numa obra reivindicada pela população há mais de uma década.
Na cerimónia de inauguração, o presidente da Junta de Freguesia de Arcos, António Broa, recordou que o projeto começou a ser trabalhado em 2013 e destacou o processo de auscultação pública realizado ao longo dos anos.
“É muito importante aqui para a freguesia o facto de termos aqui a requalificação do Largo 1.º de Maio. Uma obra que já era ansiada há muitos anos. Sensivelmente há 14 ou 15 anos que era reivindicada”, afirmou.
Segundo o autarca, o projeto inicial acabou por sofrer alterações após a opinião da população.
“Houve um projeto inicial que teve depois pouca aceitação pelo público, porque tinha ali um ponto de água no meio, que tirava alguma dignidade ao espaço central, que é o Rossio, um espaço emblemático para a nossa freguesia. No entanto, fomos remodelando o projeto com grande apoio do município”, referiu.
António Broa destacou ainda que a intervenção foi além da componente visível da praça.
“O importante aqui não foi só o que está à vista à superfície, é também aquilo que se fez em infraestruturas, nas condutas de água e nos ramais de água, que deram alguma condição de vida a quem cá vive”, acrescentou.
Requalificação urbana e renovação da rede de água
O presidente da Câmara Municipal de Estremoz, José Sádio, considerou que a obra representa um investimento relevante para a freguesia e para o concelho, sublinhando a importância do espaço enquanto ponto central de convívio e realização de atividades culturais.
“Este largo é um espaço de encontro, um espaço de memória, um espaço de dinâmicas culturais”, afirmou o autarca.
José Sádio destacou igualmente o trabalho realizado ao nível das infraestruturas subterrâneas, nomeadamente na substituição das antigas condutas.
“Houve um trabalho tremendo para trocar tudo o que tem a ver com antigas condutas de água, onde havia perdas de água sistematicamente e problemas para a população. Houve também um trabalho muito importante em termos de regulação da rede de água”, disse.
Durante a intervenção, o presidente da Câmara salientou ainda a localização estratégica da freguesia de Arcos, junto à EN4 e à A6, apontando o crescimento da zona industrial como um dos fatores de desenvolvimento do território.
“Temos praticamente todos os lotes da primeira fase industrial quase todos vendidos. Há investimentos a arrancar que vão criar postos de trabalho”, afirmou.
O autarca revelou também que o município está a preparar a comercialização de lotes da segunda fase da zona industrial e um novo loteamento habitacional com mais de 30 moradias.
CCDR Alentejo destaca eficiência hídrica e desenvolvimento logístico
O presidente da CCDR Alentejo, Ricardo Pinheiro, considerou que obras de regeneração urbana como a realizada em Arcos assumem especial relevância num contexto de necessidade de eficiência hídrica e modernização das infraestruturas.
“É extraordinariamente importante que tudo o que possam ser obras de requalificação na melhoria da eficiência das redes de distribuição de água em baixa se devam fazer”, afirmou.
O responsável destacou também a importância estratégica do Alentejo ao nível logístico e industrial, apontando a proximidade da A6 e o desenvolvimento empresarial de Arcos como fatores de competitividade para a região.
“A logística é uma das áreas em que eu pessoalmente mais acredito no Alentejo”, referiu Ricardo Pinheiro.










































































