O escanção alentejano Artur Malta Simões defendeu a qualidade dos vinhos portugueses e considerou que Portugal produz vinhos com nível igual ou superior aos franceses.
«Os nossos vinhos têm tanta ou mais qualidade que os afamados vinhos franceses», afirmou.
Natural de Vila Viçosa, o profissional explicou que os vinhos portugueses têm vindo a conquistar reconhecimento internacional e destacou exemplos de concursos onde produtores nacionais competem diretamente com referências estrangeiras.
Vinho português confundido com francês em concurso internacional
Durante a entrevista, Artur Malta Simões recordou um episódio ocorrido num concurso realizado em França.
Segundo explicou, um vinho português de Touriga Nacional participou numa prova composta maioritariamente por Pinot Noir franceses.
«Nenhum dos concorrentes conseguiu distinguir que aquele vinho não era francês. Era português», revelou.
Para o escanção, este tipo de situações demonstra a evolução da qualidade dos vinhos nacionais e o reconhecimento crescente além-fronteiras.
Alentejo continua a ser referência
Ao longo da conversa, Artur Malta Simões destacou também a importância do Alentejo no setor vitivinícola português.
«O Alentejo continua a ser uma referência», afirmou.
O profissional defendeu, no entanto, uma maior diferenciação entre as várias sub-regiões alentejanas, considerando que existem perfis vínicos distintos dentro da região.
«Estamos a meter dentro de um saco várias zonas do Alentejo com perfis de vinhos completamente diferentes», disse.
Segundo explicou, regiões como Portalegre, Granja-Amareleja ou a costa alentejana apresentam características climáticas e vínicas distintas.
Defesa do vinho de talha
Na entrevista, Artur Malta Simões falou também sobre o vinho de talha e considerou que os produtores merecem um sistema de valorização mais visível.
«Não basta colocar no rótulo vinho de talha. Se não tiver um selo certificado, não lhe dá a importância que merece», afirmou.
O escanção recordou que o vinho de talha alentejano segue regras próprias de produção e legislação específica.
Consumidores portugueses ainda valorizam mais os vinhos estrangeiros
Apesar do reconhecimento internacional, Artur Malta Simões considera que muitos consumidores portugueses continuam a valorizar mais os vinhos estrangeiros.
«Para termos o prestígio de estarmos a beber um vinho internacional, vamos dizer que o vinho de fora é melhor», referiu.
Ainda assim, destacou que Portugal continua entre os países com maior consumo de vinho e com forte produção vínica.
«Ou bebemos muito ou temos muito bom vinho», concluiu.
















