O presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa, Inácio Esperança, exaltou o voluntariado das corporações de bombeiros.
Na festa de Natal dos “soldados da paz” calipolenses, o autarca vincou que o regime «faz toda a diferença para as populações, autarquias e também para o Estado».
«Boa vontade e espírito destes homens» que deveria ser reconhecidos e que o Governo «não está a reconhecer», de acordo com o presidente.
«Não tem reconhecido os voluntários de bombeiros porque não lhes reconhece esse tempo de serviço bonificado para efeitos de reforma. Era de justiça», acrescentou.
Para além disso, Inácio Esperança destacou o papel do dirigente das corporações, já que «sem dirigentes não há associações humanitárias e sem associações humanitárias não há corpo de bombeiros voluntários».
Problema ainda mais ampliado pela crescente dificuldade em encontrar pessoas para as direções de bombeiros.
«Cada vez é mais difícil encontrar pessoas para as direções. Com boas intenções, credíveis e que seja honestas», referiu, dizendo também que «felizmente temos tido diretores que encaixam neste perfil, mas é cada vez mais urgente também dar algum benefício a este voluntariado».
O presidente realçou que «não é a dar dinheiro», seria questão de «reconhecer que o tempo que estão aqui em efetividade de funções», pois «não auferem nenhum vencimento porque não o podem fazer».
Relevou também a necessidade de rever o «estatuto e a carreira de bombeiro», já que «não podem estar sempre na mesma categoria e no mesmo nível de vencimento e não terem uma perspetiva de futuro».
Desta forma, mostrou-se disponível para «rever estar situações», enquanto presidente de um «pequeno concelho», mas que «metade terá de tocar ao Estado».
«Se não for o voluntariado e a ajuda do Estado a um apoio mais profissional, como as EIP, seria difícil socorrer estas populações que têm tanto direito a ser socorridas com aqueles onde existem mais respostas, como nos grandes centros e no litoral», complementou.
Inácio Esperança atirou também que o país «não aguenta» os níveis de prestação de socorro «só com sapadores» e que esse tipo de corporações, nomeadamente em Lisboa, «consomem tanto dinheiro como todos os bombeiros voluntários do país».
«Isto dá que pensar e devia fazer pensar os governantes», concluiu.















