O PS é o vencedor das eleições autárquicas no distrito de Portalegre, liderando sete dos 15 municípios, e a CDU a força derrotada, ao perder a Câmara de Monforte, mas mantendo o “bastião” comunista de Avis.
Além de manter os municípios de Nisa, Gavião, Crato, Campo Maior, Sousel e Ponte de Sor, o PS aumentou para sete as autarquias com o seu ‘rótulo’, ao conseguir ‘roubar’ a Câmara de Monforte à CDU (PCP/PEV), nas eleições autárquicas deste domingo.
A CDU manteve, com maioria absoluta, o Município de Avis, o último ‘bastião’ do distrito sempre liderado por coligações encabeçadas pelo PCP desde dezembro de 1976, quando se realizaram as primeiras eleições autárquicas após a Revolução dos Cravos de 25 Abril de 1974.
Dos restantes sete concelhos do distrito de Portalegre, o PSD, sozinho ou em coligação com o CDS-PP, manteve as câmaras de Castelo de Vide, Marvão, Portalegre, Alter do Chão, Fronteira, e Arronches, enquanto Elvas vai ser continuar a ser gerida pelo histórico autarca José Rondão Almeida, de 81 anos, eleito pelo Movimento Cívico Por Elvas (MCPE).
Das sete câmaras em que ganhou, o PS alcançou maiorias absolutas em cinco: Gavião, Crato, Ponte de Sor, Campo Maior e Sousel.
O PSD venceu com maioria absoluta no concelho de Castelo de Vide e, coligado com o CDS-PP, nos municípios de Marvão, Portalegre, Arronches e Alter do Chão.
Em Portalegre, capital de distrito, foi onde se verificou uma das vitórias mais expressivas, com a coligação PSD/CDS-PP liderada por Fermelinda Carvalho a ocupar seis dos sete lugares no executivo municipal, o que faz antever um segundo mandato tranquilo para a autarca.
O PS passou de dois para um eleito no executivo camarário e a Candidatura Livre e Independente por Portalegre (CLIP) saiu do executivo, perdendo os dois eleitos que detém no atual elenco camarário (das eleições de 2021).
A coligação liderada por Fermelinda Carvalho conquistou ainda maioria absoluta na Assembleia Municipal de Portalegre e conquistou as sete juntas de freguesia do concelho.
Já em Elvas, José Rondão Almeida, que conquistou o segundo mandato consecutivo pelo MCPE, volta a não conseguir alcançar a maioria absoluta, tendo apenas conquistado dois em sete eleitos.
Nos próximos quatro anos, vai repartir o mesmo número de lugares no executivo com o Chega e o PS, ao passo que a coligação PSD/CDS-PP/PPM conseguiu eleger um.
De acordo com a página de Internet da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, consultada pela agência Lusa, votaram 65,51% (60.608) dos 92.517 eleitores inscritos neste distrito alentejano.
O Chega concorreu às 15 câmaras, tendo obtido no global do distrito 10,45%. Este partido elegeu pela primeira vez dois vereadores, ambos para a Câmara de Elvas, onde foi mesmo a segunda força política mais votada.















