Banda de Alandroal realizou concerto de passodobles. “Tivemos tanto público que se fosse ao vivo não cabiam aqui” (c/fotos e som)

Na sequência do que tem vindo a acontecer nas últimas semanas, realizaram-se este fim-de-semana mais dois espectáculos musicais na vila de Alandroal, inseridos na iniciativa “Alandroal ConVida – Cultura em Casa”.

Na sexta-feira no Castelo de Alandroal, actuou o grupo Trigueirão no Relheiro, sendo que no sábado, também no Castelo, actuou a Banda do Centro Cultural de Alandroal, ambos os espectáculos com transmissão em directo na página oficial da Câmara Municipal de Alandroal, no Facebook.

ODigital.pt acompanhou o concerto da Banda do Centro Cultural de Alandroal, que realizou um concerto dedicado à Tauromaquia, tendo interpretado apenas Passodobles como “Nerva”, “José Luís Valero”, “Ayamonte”, “El Gato Montes”, “Amparito Roca”, “Morante de la Puebla”, “Xabia”, “Olé José Trincheira”, “España Cani”, “La Puerta Grande” e “Paquito El Chocolatero”.

No final falámos com Agostinho Lourinho, Maestro da Banda do Centro Cultural de Alandroal, que começou por dizer que, “este concerto foi realmente diferente e teve esta especificidade também porque, nós vamos realizar dois concertos integrados no programa que a Câmara está realizar”, adiantando que “vamos realizar no próximo dia 6 de Setembro, domingo também, neste mesmo espaço à mesma hora”.

Sobre o concerto o Maestro refere que realizaram um concerto exclusivamente de passodobles “para arranjar programas diferentes para dois concertos e então achamos que este concerto seria uma boa altura da banda fazer um concerto de passodobles até porque é um trabalho que, desde que eu cá estou, há um ano e pouco, que a banda não tem feito e aproveitarmos este mês de trabalho. Então arranjamos este programa, tivemos a ideia de fazer este concerto temático e serviu para homenagear os forcados do concelho e foi giro.”

Já sobre o facto de ter sido um espectáculo sem público presencial, Agostinho Lourinho salientou que foi “estranho porque, o público é parte integrante do espectáculo, eu sou da opinião que o público é parte integrante do espectáculo, faz parte do espectáculo, a envolvência que tem com os artistas, neste caso passa tudo para cima do palco e cria se um determinado tipo de ambiente, realmente sem público é estranho mas nós se claramente já estávamos preparados para o que íamos encontrar  e pronto fizemos de conta que estava publico na mesma.”

Apesar de fisicamente não haver publico, este espectáculo foi transmitido pela Internet onde segundo o Maestro “tivemos mais 6 mil e quinhentas visualizações, ou seja, muita gente realmente, muitas partilhas e realmente tivemos tanto público que se fosse ao vivo não cabiam aqui de certeza absoluta.”

Já sobre como é ensaiar em tempos de pandemia, Agostinho Lourinho disse que “voltamos ao trabalho no dia 1 com as medidas necessárias e adequadas ao momento em que vivemos dentro do nosso espaço, neste caso a nossa sala de ensaio, em que tentámos ajustar o máximo possível às condições que temos e pronto conseguimos. Felizmente acho que correu tudo bem até na parte da Saúde não tivemos problemas nenhum com nenhum.”

Fique de seguida com a reportagem fotográfica deste concerto, com imagens de Hugo Calado:

https://odigital.pt/wp-content/uploads/2020/08/maestro_alandroal.mp3?_=1
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