Os Bombeiros Voluntários de Vila Viçosa têm, a partir de agora, um novo equipamento de estabilização de viaturas e estruturas em caso de acidente rodoviário ou derrocada.
Um equipamento que resulta de um acordo estabelecido entre a Câmara Municipal de Vila Viçosa e a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Viçosa.
A assinatura do acordo foi realizada, este domingo, no quartel dos Bombeiros Voluntários de Vila Viçosa, tendo contado com a presença de Inácio Esperança, presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa, Nuno Pinheiro, comandante dos Bombeiros Voluntários de Vila Viçosa, Artur Carapinha, presidente da Direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Viçosa, Paulo Alves, 2º comandante dos Bombeiros Voluntários de Vila Viçosa, entre outras entidades.
Em declarações aos jornalistas, o presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa, Inácio Esperança, explicou que “este acordo estabelece a entrega de um equipamento à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Viçosa de um equipamento que serve para escorar, quer viaturas, quer estruturas, e que fica à guarda dos bombeiros para que possam desenvolver melhor as suas missões”, acrescentando que “a Câmara é proprietária deste equipamento que cede à associação por cinco anos, renováveis anualmente e de forma automática para que eles possam desenvolver melhor a sua atividade e haver ainda mais qualidade nas ações de desencarceramento e nas ações de sustentação de estruturas.“
Para o autarca “apesar dos Bombeiros de Vila Viçosa prestarem um serviço de qualidade, muitos dos seus equipamentos estão velhos e ultrapassados, há veículos florestais que não são substituídos e já ultrapassaram a idade limite para a qual estão habilitados a funcionar, embora possam ser utilizados, mas não é conveniente, pois põem em risco a segurança dos próprios bombeiros, cada carro custa cerca de 200 mil euros e tem de ser substituídos, pois desde 2001 que o Governo não substituiu.”
Já sobre as competências ao nível da proteção civil que o Governo transferiu para as autarquias, Inácio Esperança referiu que “as competências foram transferidas, mas não foi transferido o envelope financeiro e nós herdamos esta situação que vamos ter que tentar ultrapassar. É muito importante que o Estado mantenha uma linha aberta de fundos comunitários, a nível regional seria preferível, para que as associações de bombeiros ou os corpos de bombeiros e os municípios possam candidatar-se para equipar os seus bombeiros, sempre ema articulação com o distrito e os outros corpos de bombeiros“.
Sobre o novo equipamento, o comandante Nuno Pinheiro, referiu que “bombeiros de Vila Viçosa ficaram mais ricos com este equipamento de escoramento e desencarceramento, temos o equipamento mais adequado e os nossos bombeiros ficam mais confortáveis, mais seguros, com este equipamento qualificado, moderno, e ficamos todos muito mais ricos, esperemos que não seja utilizado, mas quem precisar do nosso socorro também fica a ganhar, pois temos melhor equipamento para o socorrer, mais rápido, com mais eficácia e com mais segurança.”
Já sobre outros equipamentos que a corporação precisa, Nuno Pinheiro disse-nos que “precisamos de equipamentos para várias operações, e penso que a pouco e pouco vamos melhorando o nosso equipamento de grande ângulo, na nossa reunião saíram mais três bombeiros disponíveis para fazerem formação, mais três bombeiros que foram transferidos, continuamos a crescer a pouco e pouco e esperamos que a autarquia continue a apoiar a nossa corporação de bombeiros, já disponibilizou e vamos abrir a candidatura para a terceira EIP, espero que se concretize passarmos de duas para três equipas em 2023”.
Para Artur Carapinha, presidente da Direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Viçosa, “este equipamento é muito importante para a nossa corporação, para servirmos ainda melhor a população do nosso concelho, e quem precisar deste equipamento e salvar vidas. Necessitamos de mais equipamentos e vamos tentar através da câmara, e com o apoio de toda a Direção colaborar em termos financeiros para podermos ter equipamentos novos.“
Artur Carapinha frisou que “temos veículos com 30 e 40 anos, que já não estão nas melhores condições e queremos equipar a nossa corporação com bons veículos para podermos funcionar a 100%, necessitamos de um carro para entrar em zonas de difícil acesso que vamos tentar adquirir através de fundos comunitários em conjuntos com a câmara.“
Fique de seguida com as imagens desta cerimónia, numa reportagem de Hugo Calado:

























































