O cabaz alimentar essencial de 63 produtos atingiu um novo máximo de 254,99 euros, segundo dados divulgados pela Deco Proteste, representando um aumento face à semana anterior e confirmando a tendência de subida dos preços em Portugal.
O valor registado corresponde a mais 0,60 euros em comparação com a semana anterior. Desde o início do ano, o aumento acumulado é de 13,17 euros, de acordo com a organização de defesa do consumidor.
Subida contínua desde 2022
Segundo a Deco Proteste, o cabaz alimentar nunca esteve tão caro desde o início da monitorização, em 2022.
Comparativamente a há um ano, o mesmo conjunto de produtos custava menos 16,49 euros. Já face ao início de 2022, a diferença é de 67,29 euros.
A organização refere em comunicado que «este aumento representa novamente o valor mais alto desde que a análise começou», confirmando a evolução crescente dos preços ao longo dos últimos anos.
Produtos com maiores aumentos recentes
Entre 25 de março e 1 de abril, os produtos com maior subida de preço foram o carapau, com um aumento de 29%, o tomate chucha, com 24%, e a couve-flor, com 17%.
O cabaz analisado inclui produtos de várias categorias, como carne, peixe, congelados, frutas, legumes, laticínios e mercearia. Entre os alimentos considerados estão peru, frango, pescada, batata, arroz, leite e queijo.
Aumentos mais expressivos desde o início da análise
Desde janeiro de 2022, os maiores aumentos percentuais registaram-se na carne de novilho para cozer, com 124%, na couve-coração, com 109%, e nos ovos, com 84%.
A Deco Proteste mantém a monitorização semanal deste cabaz, acompanhando a evolução dos preços de bens alimentares essenciais no país.
















