A Câmara Municipal de Moura lançou um concurso público tendo em vista a intervenção no troço n.º 2 das muralhas modernas, numa zona próxima do antigo Matadouro, com o objetivo de travar a degradação da estrutura e reforçar a segurança na área envolvente.
A obra conta com um valor base de 665,9 mil euros e um prazo de execução de 360 dias e incide sobre um segmento localizado a sul do centro histórico, junto à Rua da Muralha Nova, numa área onde existem acessos rodoviários e estacionamento, atualmente condicionados pelo estado de conservação da muralha.

Degradação da estrutura motivou intervenção
De acordo com a memória descritiva do projeto, o troço apresenta sinais de degradação que colocam em causa a estabilidade da estrutura e a segurança de pessoas e bens.
Entre os problemas identificados estão a desagregação de materiais, a existência de fendas e lacunas, bem como a presença de vegetação, fatores que contribuem para o agravamento do estado da muralha.
Em declarações ao jornal ODigital.pt, o presidente da Câmara de Moura, Álvaro Azedo, confirmou que a intervenção responde a riscos concretos no local.
“Temos que consolidar estruturalmente todo aquele pano de muralha. É muito importante que transmita segurança às pessoas que ali vivem e que circulam naquela zona”, afirmou.
O autarca refere ainda que se têm registado situações de desprendimento de pedras, com impacto direto na segurança de quem utiliza as vias adjacentes.
Segurança e preservação do património como prioridades
A intervenção tem como principais objetivos estabilizar a estrutura, preservar o valor patrimonial do conjunto e garantir condições de utilização seguras nas áreas envolventes.
O projeto prevê a consolidação da muralha, a reparação de zonas degradadas, a remoção de elementos em risco e a melhoria do sistema de drenagem de águas, para evitar infiltrações que aceleram a degradação.
Estão também previstas demolições de estruturas encostadas à muralha consideradas instáveis, bem como a requalificação de áreas exteriores.
Projeto resulta de articulação com o Estado
Segundo Álvaro Azedo, a intervenção “é mais um investimento com articulação com o Estado”, que resulta de uma “boa relação institucional”, que se tem construído “ao longo dos últimos anos”.
O autarca destaca que esta colaboração tem permitido avançar com várias intervenções em património no concelho desde 2017.
Obra estava planeada há vários anos
O presidente esclareceu que o avanço da empreitada não está relacionado com condições meteorológicas recentes, mas sim com um processo de planeamento técnico e financeiro desenvolvido ao longo dos últimos anos.
“Já estava planeado há bastante tempo. É o resultado de todo o trabalho de articulação que tem vindo a ser feito”, referiu o presidente da Câmara.
Intervenção incide sobre património classificado
As muralhas modernas de Moura são classificadas como património de valor histórico e arquitetónico, sendo a intervenção orientada por princípios de conservação que visam preservar as características originais da estrutura.
A obra pretende garantir a estabilidade do conjunto, mantendo a sua utilização atual e reduzindo riscos associados à sua degradação.















