A Filcork divulgou os resultados da campanha de extração de cortiça de 2025. A produção total estimada é de 5,5 milhões de arrobas em Portugal e Espanha, menos 15% face ao ano anterior.
A associação indica que a campanha decorreu dentro da normalidade, num período mais alargado e sem ocorrências que condicionassem os trabalhos. A produção estimada para Portugal é de 3,5 milhões de arrobas e para Espanha de 2,0 milhões de arrobas.
Produção reduzida e adiamento de extrações
Segundo a Filcork, parte das cortiças previstas para 2025 teve a extração adiada para 2026 devido à conjuntura de mercado. Apesar da quebra produtiva, os níveis de stock da indústria foram garantidos para o próximo ano.
Descidas de preços e manutenção de custos
A associação refere que o preço médio da cortiça desceu entre 10 e 15%. A tendência segue a redução iniciada em 2024. Verificou-se ainda a valorização das cortiças destinadas à trituração, num contexto de alteração do mix de consumo internacional.
Os custos de extração mantiveram-se estáveis. A Filcork sublinha que a mecanização da extração continua a evoluir e exige inovação permanente.
Impacto do mercado do vinho e ausência de remuneração ambiental
A associação indica que o mercado segue condicionado pela contração no consumo mundial de vinho. Esta evolução tem impacto nas exportações portuguesas, que registaram quebras em 2024 e no primeiro semestre de 2025. O efeito das tarifas americanas foi minimizado.
A Filcork alerta para a ausência de retorno económico direto para a fileira relativamente às funções ambientais do montado. A associação recorda que estes serviços continuam a beneficiar a sociedade, sem compensações para a base florestal.
Preocupação com o estado do setor
A associação assinala que os vários intervenientes da fileira reconhecem a necessidade de desenvolver ações que garantam uma remuneração adequada ao longo de toda a cadeia de valor. A Filcork destaca o papel da cortiça enquanto produto sustentável.















