O Elvas recebeu este sábado o Louletano em jogo a contar para a 5ª jornada do Campeonato de Portugal.
Com um encontro extremamente importante para conseguir voltar às vitórias, a equipa elvense não foi eficaz, em momento algum. Superioridade do Louletano? Não, só mesmo falta de eficácia.
Prometia festa
No começo, este encontro parecia prometer muito. Com muita intensidade de parte a parte, com passes a “rasgar” defesas, que justificavam os dois amarelos nos primeiros minutos.
Mesmo com pouco público, a emoção era constante, ora cá, ora lá. Isso era visível até nos bancos, uma vez que ambos os técnicos não paravam de dar indicações para dentro das quatro linhas.
No entanto, o ritmo foi acalmando e muito. Se, no início, o Louletano apostou mais na velocidade das alas e O Elvas no ataque organizado, mas vertical, mais para a frente as linhas pareciam desenhadas por uma “régua”.
Isto levou a que as duas turmas começassem a jogar com medo de perder a bola, até porque já havia mais um amarelado em campo. Ou seja, as bolas longas começaram a ser uma constante. Muitas delas, com as mãos dos guarda-redes como destino.
Jogar no erro
A jogar assim, seria mais que certo que as equipas se iriam fechar mais e mais, dando mais trabalho ao árbitro do que aos guardiões. Se a bola, e a sua posse, já é um bem precioso no mundo do futebol, aqui parecia que era ainda mais.
Lutava-se muito pela posse (sim, mais um cartão amarelo), mas oportunidades claras só mesmo para O Elvas. Primeiro por Gonçalo Cabral que sucumbiu à pressão de Marcão, após grande passe Carlos Freitas. Depois por Nuca, aos 32’, de cabeça, tendo esbarrado no guarda-redes do Louletano.
De sublinhar que o Louletano também teve oportunidades, mas menos claras e muito por desatenção da defensiva azul e ouro. Emerson, sempre muito presente no lançamento da equipa para o ataque, mas facilmente batido em momento defensivo.
Banho-Maria
O jogo precisava de magia, de alguém que servisse de chave para os muitos cadeados que ambas as equipas tinham pela frente. Talvez Bruno Dias tenha visto isso em Pedro Cotão, em detrimento de Carlos Freitas.
O técnico esteve muito pensativo, de braços cruzados a observar as movimentações, a ouvir os seus adjuntos. O que é certo é que precisava dar resposta às derrotas nos dois últimos jogos.
Contudo, nada de diferente, das duas partes. Nem Bruno Dias, nem João Fajardo conseguiram impor a criatividade necessária. A segunda-parte esteve sempre muito morna, muito diferente daquilo que prometia de início.
Assim fica dificil descolar
Se tudo estava em “banho-maria”, assim continuou até ao fim. Sem grandes oportunidades, pelo menos válidas, uma vez que Javi Bernal conseguiu um par delas, mas sempre antecedidas por faltas.
O espanhol foi, depois de ter entrado e como Gonçalo Cabral, a referência e o jogador mais solicitado. Lá está, com as bolas longas. Nada de diferente. Mas sim, os três pontos seriam extremamente importantes para que O Elvas pudesse descolar do 7º lugar. Prometia emoção, é verdade, mas tudo se foi desvanecendo com o passar dos minutos.
| O Elvas | Louletano DC |
| 0 | 0 |















