O diretor do Agrupamento de Escolas de Campo Maior confessou a’ODigital que espera um ano «calmo» no que ao corpo docente diz respeito.
Segundo Jaime Carmona, o ano letivo 2024/25 é «um pouco especial», já que sucede a um final de ano que «houve uma colocação considerável de professores em quadro de agrupamento».
Ainda assim, a poucos dias de arrancar o ano letivo há «algumas falhas que que vão sendo difíceis de preencher». Contudo, o diretor destacou que «até ao ano letivo começar, ficaremos com o corpo docente estabilizado».
«Ainda temos esta semana e a próxima semana de colocações. Penso que seja uma dezena de horários a concurso, mas espero um ano letivo calmo», sublinhou.
Para além da situação dos professores, Jaime Carmona comentou também os incidentes do ano passado, porém vincou que «as escolas não têm soluções mágicas».
«Sabemos que temos questões que são da ordem social e estas questões não se conseguem resolver por artes de magia ou de um momento para o outro»,
Referiu que são «situações bem identificadas» e que são necessárias «medidas efetivas e medidas que sendo prolongadas no tempo, um trabalho concertado, comecem a dar frutos».
«Não precisávamos que nos viesse dizer que aqui se via, a meu ver», acrescentou.
O diretor esclareceu que tanto o agrupamento, como os «parceiros» estão a trabalhar «em prol de melhorar aquilo que são certas situações» e que a escola tem trabalhado de «forma pedagógica».
«Com medidas, projetos e planos para ir ao encontro dessas falhas e colmatando essas necessidades», explicou.
Atirou ainda que «não podemos fazer desses problemas o grande cavalo de batalha de algumas pessoas ou entidades em benefício próprio»: «Deixa-me entristecido».
«Prefiro, muito sinceramente, que as coisas se resolvam nos sítios certos, com as pessoas certas, mas também tem de haver as atitudes certas», destacou também.
Ainda assim, Jaime Carmona vincou que «estamos num agrupamento de referência nesta região, ao contrário de algumas especulações»
Mesmo não gostando de se «escudar em resultados ou avaliações», já que não o fazendo «estou a ser ingrato com aqueles que trabalham connosco», «temos um agrupamento que apresenta, regra geral, anualmente, bons resultados a nível daquilo que são hoje os exames nacionais do secundário».
Sublinhou ainda que «recebe todos os alunos, independentemente das suas origens ou classes sociais, dos três anos aos 18 e cumpre a sua missão».















