O Município de Vila Viçosa celebrou, este domingo, o 384.º aniversário da Restauração da Independência de Portugal, num evento marcado por atividades culturais e históricas que reforçaram a importância desta data para a identidade nacional e local.
As comemorações começaram na Praça da República, com uma arruada protagonizada pela Sociedade Filarmónica União Calipolense (SFUC). O cortejo histórico, que incluiu a participação da Charanga a Cavalo da GNR, seguiu em direção ao emblemático Terreiro do Paço Ducal, onde os participantes puderam desfrutar de chocolate quente e biscoitos, promovendo momentos de convívio e partilha.
O presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa, Inácio Esperança, destacou a relevância histórica e simbólica do 1.º de Dezembro para a vila. «Se de Guimarães Portugal nasceu, daqui renasceu», afirmou. O autarca relembrou o papel central de Vila Viçosa na Restauração, por ser o local de onde partiu o Rei Restaurador para libertar o país do domínio filipino. «Celebrar o 1º de Dezembro em Vila Viçosa é celebrar Portugal e reconhecer a importância histórica de Vila Viçosa no contexto nacional», reforçou.
Inácio Esperança aproveitou a ocasião para defender que as comemorações nacionais desta data histórica poderiam ter lugar na vila. «Já disse à Sociedade Portuguesa do 1.º de Dezembro que, alternadamente, as celebrações nacionais deveriam acontecer em Vila Viçosa. É aqui que a história começou a mudar e isso não deve ser esquecido», afirmou.
O envolvimento das instituições locais foi outro ponto destacado pelo autarca. «É essencial celebrar com os nossos, com aqueles que mantêm vivas as tradições e a história da nossa terra. Escuteiros, grupos de teatro, a banda filarmónica e outras entidades tiveram um papel fundamental neste evento, envolvendo também os mais jovens», sublinhou. «Queremos que as nossas crianças e jovens saibam que Vila Viçosa teve um papel crucial na história de Portugal e que isso fique gravado na memória coletiva», acrescentou.
Para Inácio Esperança, estas iniciativas não só enaltecem a história como também promovem o turismo e a identidade local. «A nossa história é a nossa identidade. Um povo que não tem identidade, não tem futuro», declarou.
«Queremos que as gerações mais novas conheçam e partilhem esta história, reconhecendo a importância que Vila Viçosa teve para Portugal e para o mundo», afirmou, enfatizando o impacto cultural e económico das celebrações.
O evento contou com o apoio de várias entidades locais e foi organizado para promover a participação ativa da comunidade. «Este tipo de iniciativas não são apenas celebrações, são também oportunidades para unir a população em torno de um legado comum, reforçando o orgulho e a pertença», concluiu o presidente.
Fique de seguida com as imagens destas comemorações, numa reportagem de Hugo Calado:






































































