O Centro de Incubação de Base Tecnológica, em Beja, vai ser ampliado, numa segunda fase do projeto, num investimento de cerca de 2,5 milhões de euros.
De acordo com Paulo Arsénio, presidente da Câmara Municipal, já que a primeira fase está «completamente esgotada» e «há uma grande procura» de espaços para negócios, houve necessidade de investir.
«Estamos a falar de mais de 30 novas empresas que se poderão instalar em termos de pequenas e médias empresas», sublinhou o autarca a’ODigital.
Revelou ainda que se trata de um projeto financiado em 85% pela CCDR e que a Câmara vai investir «no limite» 250 mil euros, correspondentes a cerca de 10% do montante, dos 15% restantes.
«A Câmara Municipal de Beja associa-se a essa segunda fase do Centro de Incubação de Base Tecnológica, apoiando financeiramente, ficando com possibilidade do uso gratuito do espaço», acrescentou.
Paulo Arsénio afirmou que se trata, «não só de apoiar a instalação de empresas no território, que só por si seria importante», mas também o apoio à «permanência e instalação de famílias, tendencialmente mais jovens, na zona de Beja».
«É importante ter jovens em Beja, que fiquem nestas empresas, que fiquem no território e que depois aqui desenvolvam as suas atividades», complementou o autarca.
Desta forma, «São pessoas que ficam em Beja e normalmente são empresas que criam negócios com importantes mais-valias».
Mais-valias estas que são consequência de «jovens capacitados, dinâmicos, empreendedores, com grande visão e com grande alcance» e também de «empresas com uma capacidade de rutura e de visão que às vezes não é muito comum», nas palavras do presidente.
«Essas pessoas são muito importantes no território. Em Beja, como em qualquer outro, mas no interior é mais difícil de captar estas pessoas e de fazê-las permanecer, porque as oportunidades são, por regra, mais escassas», vincou o autarca.
Assim sendo, o edil bejense esclareceu que está à espera de que os avisos da CCDR sejam lançados, para que este projeto seja «uma realidade» e que «daqui a uns anos todos os espaços estejam também esgotados».
«Se não fosse a população de Beja, através da sua Câmara, se não fossem estes 10% a fundo perdido para a construção, o NERBE não teria capacidade suficiente para realizar a obra», atirou o presidente, dizendo ainda que «temos certeza de que estas 35 empresas, dificilmente alguma ficaria em Beja. Assim ficaram todas».















