O presidente da Câmara Municipal de Estremoz, José Sádio, fez um balanço do ano em que o concelho integrou a iniciativa Cidade do Vinho 2025, destacando o papel do projeto na promoção do setor vitivinícola e na cooperação entre municípios.
“Um balanço muito, mas mesmo muito positivo”, afirmou, sublinhando a relevância económica do vinho para Estremoz e para o Alentejo.
Cinco concelhos unidos em torno do vinho e da Serra d’Ossa
José Sádio defendeu que a iniciativa permitiu mostrar não apenas a qualidade dos vinhos, mas também a importância de os territórios de baixa densidade trabalharem em conjunto.
“Os cinco municípios conseguiram não só mostrar a excelência dos vinhos que cada um tem nos seus territórios”, referiu, acrescentando que é “desejável que cada vez mais territórios como os nossos se juntem, que se unam em torno de projetos comuns”.
O autarca destacou ainda que o somatório das valências de cada concelho contribuiu para afirmar a região. “Cada um tem o seu potencial. O somatório de cada um fez uma grande cidade”, afirmou.
Gala de encerramento realizada em Estremoz
Estremoz recebeu a gala de encerramento da Cidade do Vinho 2025, um momento que José Sádio considerou simbólico para o concelho.
“É um grande orgulho”, disse, acrescentando que o município ficou satisfeito por acolher o evento no Teatro Municipal e por poder mostrar “a mais valia do nosso concelho e o potencial que temos”.
Turismo em crescimento apesar da ausência de números oficiais
Questionado sobre o impato turístico da iniciativa, o presidente da Câmara admitiu que ainda não existem dados finais, mas defendeu que o efeito foi positivo.
“Apesar de não termos ainda números oficiais, não temos nenhuma dúvida que parece ser boas”, afirmou, considerando que o projeto contribuiu “sobremaneira para o crescimento do setor turístico do nosso concelho”.
Continuidade e escala como legado da iniciativa
José Sádio sublinhou que o principal legado passa pela capacidade de intervenção que os municípios ganham quando atuam em rede.
“Ganhamos escala, ganhamos capacidade de intervenção”, disse, defendendo que a proximidade entre concelhos deve ser aproveitada: “Somos vizinhos sem fronteiras uns dos outros”.
O autarca acredita ainda que o setor vitivinícola também beneficiou do projeto. “Cada um deles sentiu também que este projeto ajudou de alguma forma. Não tenho dúvidas sobre isso”, concluiu.
A iniciativa reuniu os concelhos de Alandroal, Borba, Estremoz, Redondo e Vila Viçosa, sendo promovida pela Associação dos Municípios Portugueses do Vinho (AMPV), que encerrou este sábado com uma gala em Estremoz.















