O dispositivo de combate a incêndios rurais no Baixo Alentejo vai mobilizar, este ano, 291 operacionais, apoiados por 71 veículos e quatro meios aéreos durante a fase mais crítica do verão, revelou fonte da Proteção Civil à agência Lusa.
Segundo o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Baixo Alentejo, Carlos Pica, o dispositivo previsto para 2026 mantém-se “muito idêntico ao do ano transato”, não estando previstos reforços significativos na vertente operacional.
De acordo com os dados do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), a fase Delta, considerada a mais exigente e que decorre entre 01 de julho e 30 de setembro, contará com 291 operacionais, 71 veículos e dois helicópteros ligeiros de ataque inicial (HEBL) e dois aviões bombardeiros médios (AVBM).
Nas restantes fases, o dispositivo será progressivamente reforçado. Entre 15 e 31 de maio (fase Bravo), estarão disponíveis 259 operacionais, 59 veículos, um helicóptero ligeiro e dois aviões médios.
Já na fase Charlie, entre 01 e 30 de junho, o dispositivo integra 278 operacionais, 68 veículos e quatro meios aéreos.
Em outubro, no segundo reforço Charlie, o dispositivo contará com 277 operacionais, 69 veículos e um helicóptero ligeiro.
Segundo Carlos Pica, os operacionais envolvidos pertencem maioritariamente aos corpos de bombeiros voluntários, mas incluem também elementos da Força Especial de Proteção Civil, da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS) da GNR e das Forças Armadas.
O dispositivo integra ainda equipas do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, sapadores florestais, sapadores bombeiros e trabalhadores da empresa AFOCELCA.
No que diz respeito aos meios aéreos, está prevista a sua distribuição pelos três centros de meios aéreos da região.
Segundo o responsável, os centros de Moura e Ourique deverão receber helicópteros ligeiros de ataque inicial, enquanto o centro de Beja contará com uma parelha de aviões médios, destinados tanto ao ataque inicial como ao ataque ampliado a incêndios rurais.
Carlos Pica adiantou ainda que, ao contrário do ano passado, existe a garantia de que os meios aéreos estarão disponíveis dentro dos prazos previstos.
Questionado sobre os principais desafios para a próxima época de incêndios, o comandante apontou a negligência humana como a principal preocupação.
Segundo dados referidos à Lusa, em 2025 foram registadas 341 ocorrências na região, das quais 140 tiveram origem em comportamentos negligentes.
No mesmo ano, arderam no Baixo Alentejo 2.697,29 hectares.
A Diretiva Operacional Nacional que define o DECIR prevê que os meios possam ser ajustados ao longo do ano, em função do risco de incêndio rural.
O documento estabelece o modelo de atuação das várias entidades envolvidas, a articulação entre os diferentes meios e a organização da resposta no terreno.















