No dia 1 de janeiro, as autoestradas A2 e A6 ficaram mais caras, com um aumento de 35 e 60 cêntimos respetivamente.
Aumento este que, segundo Sónia Ramos, deputada do PSD pelo círculo eleitoral de Évora, em declarações a’ODigital, decorre apenas «da atualização anual e isso decorre das responsabilidades contratuais».

A deputada criticou ainda a proposta do PS pela abolição das portagens nas ex-SCUT, já que «durante oito anos não foi capaz de cumprir» e que em oposição «vem obrigar o Governo atual a fazer aquilo que ele próprio não fez».
«A própria Ministra da Coesão na altura, Ana Abrunhosa, dizia também que era uma das promessas dela e que não queria deixar o governo sem isentar algumas ou a maioria das autoestradas do país, sobretudo as que correspondiam a SCUT», acrescentou.
Desta forma, a social-democrata sublinhou que agora «seria mais fácil fazer aprovar uma proposta destas na Assembleia, onde, o CHEGA se aliou precisamente ao PS para fazer aprovar isto».
Assim, a deputada realçou que o PSD «sempre defendeu o princípio do utilizador-pagador», numa política de «equidade para todos».
«Quem é contemplado está feliz, mas causa descontentamento nas restantes regiões. É evidente que todos os outros portugueses que não vão usar estas autoestradas vão ter de as pagar», esclareceu.
A social-democrata vincou também que o PSD não tem «responsabilidade» na possível «desigualdade» criada pela medida que entrou em vigor, pois «foi uma proposta apresentada por um partido que teve maioria absoluta, que saiu do governo onde esteve oito anos e que não foi capaz de implementar uma medida que agora acha que é proveitosa».
A deputada deixou ainda a questão aos socialistas: «Onde é que o Orçamento de Estado vai cortar para conseguir pagar esta esta abolição de portagens?».















