A tecnológica portuguesa InnoWave, que dispõe de um hub tecnológico em Beja, anunciou um investimento total de 3,8 milhões de euros em inteligência artificial (IA) até 2026, com o objetivo de acelerar a entrega de software e reforçar a competitividade, segundo informação divulgada e citada pela Lusa.
De acordo com um comunicado da empresa, a InnoWave prevê investir 1,6 milhões de euros ao longo deste ano, depois de já ter aplicado 2,2 milhões entre 2024 e 2025 nesta área.
Investimento em IA cresce até 2026
“A tecnológica portuguesa aumentou, entre 2024 e 2025, o investimento em IA nas áreas de desenvolvimento de software, criação de novos produtos e serviços, operações e talento” e, “ao longo do corrente ano, a empresa prevê investir mais 1,6 milhões”, refere a empresa, citada pela Lusa.
No total, a estratégia definida passa por investir 3,8 milhões de euros em inteligência artificial até ao final de 2026, com o objetivo de “acelerar significativamente a entrega de software e aumentar a capacidade dos seus clientes para lançar produtos com maior rapidez face à concorrência”.
Estratégia assente em seis pilares
Segundo a tecnológica, o investimento em IA visa “acelerar a adoção” desta tecnologia na organização, através do reforço de competências internas, da otimização de processos e da promoção de um ecossistema de inovação.
A abordagem está estruturada em seis pilares: talento, ecossistema, valor para o cliente, excelência operacional, governança e comunicação, combinando a transformação interna com impacto no mercado.
A empresa refere ainda que esta aposta acompanha uma tendência identificada pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência, que aponta para um aumento da despesa em investigação e desenvolvimento por parte das empresas em Portugal.
Aplicações práticas em operações e telecomunicações
A InnoWave está também a aplicar inteligência artificial na análise de dados e operações, permitindo às organizações aceder a informação crítica de forma mais rápida.
Segundo a empresa, esta abordagem já está a ser utilizada por um operador europeu de telecomunicações para acelerar a identificação de falhas e a resolução de incidentes, reduzindo o impacto na operação.
“A IA deixou de ser uma aposta lateral para passar a fazer parte da forma como concebemos soluções, organizamos equipas e criamos valor para os clientes”, afirma o presidente executivo (CEO) da InnoWave, Tiago Gonçalves, citado no comunicado.
O responsável acrescenta que “o investimento realizado até agora, e o reforço previsto para 2026, refletem uma visão de longo prazo”, permitindo “mais capacidade de execução, maior qualidade de entrega e um modelo operacional mais preparado para escalar”.
“Este investimento em inteligência artificial está a permitir-nos acelerar a nossa capacidade de execução e, sobretudo, aumentar a forma como ajudamos os nossos clientes a responder e atuar mais rapidamente nos seus mercados”, conclui.















