Especialistas reuniram-se a 5 de dezembro, na Fábrica Chocalhos Pardalinho, em Alcáçovas, no concelho de Viana do Alentejo, para discutir medidas destinadas à salvaguarda do fabrico de chocalhos, dez anos após a classificação da UNESCO.
O encontro contou com a participação de responsáveis e técnicos do setor, bem como do presidente da Câmara Municipal de Viana do Alentejo, Luís Metrogos, e do vice-presidente, António Padeirinha.
Debate sobre medidas de salvaguarda
Durante a sessão foram apresentados contributos para a criação de um Plano de Ação que permita reforçar as práticas de transmissão e continuidade desta arte. Entre as propostas discutidas estiveram a formação de formadores, o reforço das linhas de financiamento existentes e a certificação de origem geográfica.
Participaram no encontro especialistas da área do património, do ensino superior, do emprego, da agricultura e do turismo. Entre os intervenientes estiveram Ana Paula Amendoeira, Pedro Prista, Filipe Themudo Barata, Arnaldo Frade, Claudino Matos, Alexandra Correia, António Costa da Silva, Carlos Cupeto e José Manuel Santos.
Contributos apresentados
No final dos trabalhos, Ana Paula Amendoeira destacou a importância de «um grupo de trabalho que permita criar um Plano de Ação exequível», sublinhando a necessidade de implementar medidas em falta no plano de salvaguarda inicial. A responsável referiu ainda que é essencial «trabalhar linhas de financiamento integrais» no âmbito da formação, para assegurar a continuidade do saber-fazer tradicional.
A vice-presidente da CCDR Alentejo apontou a certificação de origem geográfica como um instrumento que poderá contribuir para valorizar o produto no mercado, realçando que a concretização destas medidas exige «trabalho, visão e estratégia».
Participação de artesãos
O encontro contou também com a presença de chocalheiros e outros profissionais ligados à arte, entre os quais Guilherme Maia, Francisco Cardoso, Nuno Grosso, Rodrigo Sim-Sim e o pastor Manuel Coxola.
Salvaguarda de uma arte identitária
A iniciativa pretende relançar o plano de salvaguarda do fabrico de chocalhos, visando garantir a sustentabilidade e a transmissão de uma prática representativa da identidade de Alcáçovas, do concelho de Viana do Alentejo e de toda a região.
O processo que conduziu à classificação do fabrico de chocalhos como Património Cultural Imaterial com Necessidade de Salvaguarda Urgente foi coordenado pelo antropólogo Paulo Lima e envolveu a Turismo do Alentejo e Ribatejo, a Câmara Municipal de Viana do Alentejo e a Junta de Freguesia de Alcáçovas.















