O Castelo de Évora Monte, no concelho de Estremoz, acolhe, entre 19 e 21 de setembro, o Encontro Nacional de Olaria. A iniciativa reúne colóquios, exposições, concertos e a tradicional Cocaria, promovendo a cerâmica tradicional portuguesa.
«A olaria é memória, identidade e futuro»
Na abertura, a presidente da ADOE – Associação Dinamizadora de Olaria de Estremoz, Inês Cruz, sublinhou a relevância do evento. «Este encontro não é apenas uma celebração da arte do barro. É um momento de partilha, de união e de valorização de um património que nos define como comunidade».
A responsável destacou ainda o papel dos artesãos: «São verdadeiros guardiões desta arte. Com as suas mãos moldam não apenas o barro, mas também a nossa memória coletiva e o futuro cultural».
Câmara Municipal aposta na recuperação da olaria
O presidente da Câmara de Estremoz, José Daniel Sádio, realçou a importância da iniciativa no caminho de valorização da olaria. «Este encontro é mais um contributo para recuperar e dar novo fôlego à olaria de Estremoz. Acreditamos que passo a passo conseguiremos devolver-lhe a centralidade que já teve».
O autarca apontou também para a colaboração com a Universidade de Évora. «É fundamental aprofundar esta parceria, envolvendo mais departamentos e entidades, para apoiar os artesãos, melhorar processos produtivos e associar a olaria a estratégias de turismo e promoção».
«Évora Monte precisava de um evento como este»
Já o presidente da Junta de Freguesia de Évora Monte, António Serrano, salientou a escolha da vila para acolher o encontro. «Acreditámos desde o primeiro momento neste projeto. Disseram-nos que queriam instalar a sede da associação em Évora Monte e realizar aqui um encontro nacional de olaria. Respondemos logo que sim, porque é uma oportunidade para dinamizar a freguesia».
Serrano reforçou ainda a relevância da iniciativa para a projeção local: «Queremos ver Évora Monte projetada e dinamizada. Este evento ajuda a alcançar esse objetivo».
Programa
O Encontro Nacional de Olaria abriu com a atuação de Luís Trigacheiro. Prossegue com a inauguração de uma exposição retrospetiva dedicada ao ceramista Jorge Batalha, as comunicações do colóquio «Recentrar o Barro: Memória, Matéria e Saber-fazer» e encerra no domingo com a Cocaria, que une a Cozinha Tradicional Alentejana à cerâmica da região.
A organização pertence à ADOE – Associação Dinamizadora de Olaria de Estremoz, em parceria com o Município de Estremoz.




























































