Celebraram-se, esta quinta-feira, os 100 anos do teatro Bernardim Ribeiro, em Estremoz.
Os 100 anos foram assinalados com a inauguração de uma exposição, com o descerramento de placas, com a atuação do Orfeão Tomaz Alcaide e com um concerto com o fadista José Gonçalez, numa noite em que esteve presente o Ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva.
Em declarações aos jornalistas, o presidente da Câmara Municipal de Estremoz, José Daniel Sádio, evocou “a memoria daqueles que há 100 anos permitiram que aqui estivéssemos, aqueles que há 100 anos atrás apostaram forte em que em Estremoz tivéssemos um espaço de dimensão cultural, mas também de conhecimento e de desenvolvimento.”
José Sádio destacou também a “forte aposta na programação cultural”, enaltecendo também “o trabalho do fadista José Gonçalez, um produto da cultura estremocense, que vem partilhar connosco 35 anos de carreira“.
“É uma felicidade e um grande orgulho ter aqui hoje o Sr. Ministro simbolizando que está perto do interior e atento ao que se faz nos municípios do interior e Estremoz penso que, aquilo que tem feito e aquilo que tem projetado, é claramente um concelho que aposta no desenvolvimento cultural e hoje é prova disso” acrescentou o edil estremocense.
Já sobre a programação integrada nas comemorações dos 100 anos do TBR, José Sadio frisou que “a programação do TBR está feira, temos uma série de eventos até ao final do ano, continuamos a melhorar as condições do teatro, há obras de melhorias que estão a ser feitas, esperamos que daqui a 100 anos quem cá estiver aposte na cultura e no concelho de Estremoz.“
Pedro Adão e Silva, Ministro da Cultura, referiu que “os teatros são espaços de encontro, são tradicionalmente o lugar onde as comunidades se encontravam, dialogavam, e é bom que nós saibamos perpetuar esses espaços nas nossas localidade, fazem parte da centralidade que a cultura tem, a cultura não é só um lugar de memória e de identidade, é também um polo de atração, de desenvolvimento local, de desenvolvimento da economia e isso é muito importante em territórios de baixa densidade como aquele onde hoje nos encontramos.”
O Governante lembrou que “temos a Rede de Teatros e Cineteatros, da qual este teatro faz parte e isso dá conta de um objetivo que é ao mesmo tempo uma necessidade de democratizar a cultura no território”.
O Ministro da Cultura concluiu referindo que “fico muito satisfeito e muito contente de estar hoje em Estremoz, na véspera da comemoração dos 100 anos deste teatro, pois isso dá conta do que nós podemos fazer no futuro com a cultura, que é torná-la um polo de atração económica do território combinando a memória, o passado, a identidade, mas também olhando e projetando o futuro.”















