A Torre/Paço Ducal do Castelo de Évora Monte, no concelho de Estremoz, é a partir de agora tutelada pela Câmara Municipal de Estremoz, depois de ter sido efetivada a transferência de competências da Direção Regional de Cultura do Alentejo para a autarquia.
A entrega da chave do monumento ocorreu numa cerimónia que decorreu, esta sexta-feira, no interior da Torre/Paço Ducal do Castelo de Évora Monte, na presença do presidente da Câmara de Estremoz, José Sádio, da diretora Regional de Cultura do Alentejo, Ana Paula Amendoeira, do presidente da Junta de Freguesia de Évora Monte, António Serrano, do chefe de Divisão de Desenvolvimento Sociocultural, Desportivo e Educativo na Câmara Municipal de Estremoz, Hugo Guerreiro, entre outras entidades locais e regionais.
Segundo referiu o presidente da Câmara de Estremoz, José Sádio, “este é um momento importante para Évora Monte, para o concelho de Estremoz e para toda a nossa região”, pelo que, “queremos criar uma dinâmica cultural, potenciando aquilo que existe, com mais esta capacidade e faculdade de podermos incluir, de uma forma totalmente livre e sem qualquer tipo de constrangimento, este monumento único e belo num contexto global de dinâmicas culturais e turísticas na freguesia de Évora Monte“.
O autarca frisou que “acreditamos que com aquilo que já existe, mais este Paço Ducal, e com as sinergias que estamos a estabelecer com a Junta de Freguesia de Évora Monte, com as associações locais, com as paróquias e os habitantes desta localidade, possibilitar o início de um projeto para Évora Monte que passe por criar dinâmicas turísticas e dar visibilidade, e a médio/longo prazo requalificar esta freguesia e torná-la num polo de atração turística para o nosso concelho e para a região do Alentejo“.
“Évora Monte tem um potencial fantástico e convidamos todos a visitar esta localidade do nosso concelho. Queremos criar circuitos para quem nos visite possa desfrutar de todo o esplendor deste edificado e de toda a paisagem“, disse o edil.
Do programa de dinamização cultura para Évoramonte, destaca-se a criação de visitas guiadas pelo património, a criação de um núcleo museológico sobre cabeceiras de sepulturas, sendo que há ainda a intenção de desenvolver um projeto de registo da Marca Património Europeu.
Já para Ana Paula Amendoeira, diretora Regional de Cultura do Alentejo, “há sempre uma vantagem e uma mais-valia”, com esta transferência de competências e “já estávamos de acordo há tantos anos de que haveria vantagem na transferência de competências de gestão deste património importantíssimo”.
Ana Paula Amendoeira explicou que a entrega da chave apenas ocorreu agora porque “havia ainda algumas pequenas obras, pequenos arranjos de vãos que nós quisemos fazer antes de passar aqui para a câmara, para, digamos, entregarmos o monumento nas melhores condições possíveis, tendo nós consciência, como a Câmara tem, de que este monumento precisa também de intervenções de conservação mais profundas e que isso também é um problema que teremos que continuar a colaborar com o município no sentido de encontrar fontes de financiamento e de fundo no quadro comunitário que agora se vai iniciar e noutras fontes de financiamento.”
Questionada sobre quantos monumentos no Alentejo poderão passar das ‘mãos’ do Estado para as autarquias, a diretora regional recordou que já foram assinados autos para a passagem da gestão de monumentos na região.
O processo tem sobretudo incidido em castelos, como já foi o caso dos de Alandroal, Terena, Evoramonte, Vidigueira e Belver, indicou.
“A propriedade e as a tutelas patrimoniais, no sentido das intervenções que são feitas, continuam no Ministério da Cultura e do Estado. O que se passa é a gestão dos monumentos para as autarquias, que assumem a gestão diária”, explicou.
Segundo a diretora regional, existem ainda monumentos que não podem entrar neste processo de transferência de competências, por a Concordata entre a República Portuguesa e a Santa Sé o impedir, como são os casos de igrejas e das sé catedrais.
“Há outros monumentos que não são transferidos, como a Vila Romana de São Cucufate (Vidigueira), Mosteiro de Flor da Rosa (Crato), Ruínas Romanas de Miróbriga (Santiago do Cacem), o templo romano de Évora ou a Sé de Elvas e a Sé de Évora”, acrescentou.
Fique de seguida com as imagens da cerimónia ocorrida em Évora Monte, numa reportagem de Hugo Calado e Sara Alves:















