A Câmara Municipal de Estremoz apresentou, esta sexta-feira, a Carta Arqueológica do Concelho.
O documento agora apresentado tem como objetivos centrais, proceder a uma leitura global sobre o povoamento humano antigo no território do concelho de Estremoz, e dar a conhecer e gerir o património arqueológico na ótica autárquica, maximizando os valores patrimoniais e minimizando eventuais impactos decorrentes de futuros empreendimentos.
A Carta Arqueológica resulta de um Protocolo de Colaboração entre o Município de Estremoz e a Universidade de Évora, coordenado pelo Professor André Carneiro, docente do Departamento de História.
O ato de apresentação realizou-se no Museu Berardo e que contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Estremoz, José Sadio, do chefe da Divisão de Desenvolvimento Sócio-Cultural, Desportivo e Educativo na Câmara Municipal de Estremoz, Hugo Guerreiro, da arqueóloga do Município de Estremoz, Rita Laranjo do Município de Estremoz, bem como, Jesús García Sánchez em representação do Instituto Arqueológico de Mérida, Pedro Trapero Fernandez da Universidad de Cadiz, o professor André Carneiro em representação da Universidade de Évora, entre outras entidades locais e regionais.
Em declarações aos jornalistas, o presidente da Câmara Municipal de Estremoz, José Sadio, referiu que “é um documento fundamental sobre várias perspetivas, numa lógica de planeamento e ordenamento do território, no sentido de termos a noção da apetência que Estremoz está a ter a todos os níveis, em termos de investimentos, em termos de edificação e de turismo, em todo o território. É muito importante que este documento seja feito numa ótica de defesa e preservação do nosso património, para que não se cometam os chamados crimes contra o património porque não se fez este trabalho, e, se o património arqueológico estiver sinalizado e inventariado, criamos logo aí um mecanismo de defesa que é importante.”
José Sadio destacou o facto do “concelho de Estremoz é rico em termos de património e em termos de achados arqueológicos e também é uma vertente que podemos potenciar, em termos de desenvolvimentos turísticos do nosso concelho”, acrescentando que “a carta arqueológica do concelho de Estremoz permite ainda a preservação daquilo que existe, do que é conhecido e do que não é conhecido e, ao mesmo tempo potenciar aquilo que já existe”.
Já sobre a ligação entre a Carta Arqueológica e o desenvolvimento da economia do concelho, o edil salientou que “é uma questão que é fundamental, independentemente dos investimentos e a procura que temos pelos investimentos e pelos investidores, o nosso património tem que ser defendido, não pode haver qualquer tipo de investimento que se imponha àquilo que é o nosso passado e àquilo que são os nossos monumentos e que, no fundo são tesouros que alguns já conhecemos e que alguns iremos conhecer.”
Também em declarações aos jornalistas o chefe da Divisão de Desenvolvimento Sócio-Cultural, Desportivo e Educativo na Câmara Municipal de Estremoz, Hugo Guerreiro, frisou que a carta arqueológica “é um instrumento fundamental que o concelho de Estremoz não tinha e eu sempre lutei para que tivesse e que conseguimos a partir de 2019 começamos a desenvolver este projeto, que esteve um pouco parado por culpa da pandemia, e agora queremos retomar e queremos reforçar, e com este campo arqueológico em Santa Vitória queremos que os nossos jovens desenvolvam o gosto pela arqueologia, queremos colocar esta vila romana à mostra, queremos criar um polo de desenvolvimento através do turismo cultural na freguesia de Santa Vitória e queremos ajudar a que esse território ganhe um ponto de atração”.
O investigador disse ainda que “está na hora de iniciarmos projetos de investigação, de abrirmos o nosso concelho à investigação, de criarmos conhecimento científico, de irmos para além daquele conceito de divulgação do nosso património e irmos também para o conceito de investigação cientifica e produzirmos conhecimento. Estamos a apostar forte no património arqueológico do nosso concelho e queremos diversificar a oferta do concelho de Estremoz”
Fique com as imagens deste evento, numa reportagem de Hugo Calado:















