Quase duas semanas depois dos incidentes no Bairro das Quintinhas, envolvendo os bombeiros de Vila Viçosa, José Sádio, presidente da Câmara Municipal de Estremoz, destacou que se trata de um «problema social grave».
«É uma situação recorrente, de alguma forma, com um foco de alguma insegurança que todos conhecemos», referiu o presidente a’ODigital.
O incidente foi «mais um no rol de vários lamentáveis que têm acontecido ao longo dos anos», mas, ainda assim, «não é um problema de segurança», segundo o autarca.
«Arrasta-se há várias décadas e é problema gravíssimo do ponto de vista social e, por vezes, ocorrem incidentes que têm a ver com a segurança e que geram insegurança», destacou.
O problema «reflete-se também em algumas atitudes ilícitas e que nós criticamos e às quais não podemos aceitar no Estado de Direito», sublinhou José Sádio.
«Aquilo que fazemos e estamos a tentar trabalhar na vertente social é o enquadramento que é necessário para, de alguma forma, restabelecer alguma ordem naquela zona da cidade», assegurou, acrescentando que «estamos a articular com as entidades todas as soluções para o imediato e para o futuro».
O edil estremocense vincou que «não é um problema único em Estremoz» e que a sua resolução exige «muita ponderação, muita responsabilidade e, sobretudo, exige que as entidades e as tutelas envolvidas trabalhem de forma concertada e de forma proativa».
«Há que mitigar e normalizar aquilo que tem a ver com os atos de insegurança e de vandalismo que aconteceram», afirmou ainda.
Desta forma, o autarca sublinhou que «é fundamental para Estremoz ter a PSP, para a segurança do nosso concelho», em contexto de aniversário da força de segurança.
«Resta-me agradecer a todos aqueles que têm desempenhado e desempenham as funções neste comando e também de forma muito especial, na Esquadra de Estremoz», indicou, desejando que «esta articulação plena que existe no nosso concelho com as forças de segurança perdure por muitos anos».
Foram também distinguidos dois agentes da esquadra estremocense da PSP, por um «ato meritório», onde tiveram de demonstrar coragem.
«Vivi esse momento e só demonstra que estes homens e essas mulheres merecem todo o nosso respeito e o nosso agradecimento», assegurou José Sádio, dizendo ainda que «tudo aquilo que se faça pelas forças de segurança será sempre pouco».















