As «necessidades» do Centro de Saúde de Estremoz continuam em por resolver e a vice-presidente do município, Sónia Caldeira, coloca as culpas na «carga burocrática».
Confirmou aos jornalistas que «há uma série de necessidades», mas que no que toca a «pequenas obras», o município consegue «ir dando resposta».
Contudo, «para coisas maiores, é preciso muito dinheiro para investir» e se não for outro tipo de financiamento, para além do municipal, «torna-se muito complicado conseguir dar resposta».
A vice-presidente destacou também que a extinta Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo teria um projeto em andamento, antes da transferência de competências para o município, mas que «não houve nenhum empreiteiro a concorrer»: «Infelizmente a obra caiu».
Essa referida obra estará agora «nas mãos da nova administração da Unidade Local de Saúde do Alentejo Central para se conseguir fazer a obra».
Ainda assim, Sónia Caldeira sublinhou que já contactou o presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Alentejo Central para que haja a possibilidade de «ser o município a fazer a obra».
«Vamos ver quem é que consegue mais rapidamente lançar esta empreitada», acrescentou.
Porém, atirou que há a questão do «financiamento e dos prazos do PRR»: «As obras que estão agora a sair na área da saúde têm um timing de 2026».
Isto torna a solução «muito complicada para conseguirmos cumprir».
Depois, há ainda o Ministério da Saúde, que «está sempre a pressionar com esta questão»: «A carga burocrática é muito grande e as exigências são enormes».
De acordo com a vice-presidente, são situações muito «difíceis para os municípios pequenos», já que «não têm essa capacidade».
«Às vezes penso que que isto é tudo pensado em Lisboa e no Porto, que estão preparados para estas coisas», adicionou a autarca, concluindo que «é uma luta constante para se conseguir lá chegar».















