O Conselho de Mecenas e Patronos da Comunidade é uma das novas estruturas criadas no âmbito da preparação de Évora como Capital Europeia da Cultura em 2027. O objetivo passa por envolver empresas, instituições e cidadãos no financiamento e participação do projeto.
A iniciativa surge na sequência de um desafio lançado pela organização Évora 2027 a entidades da região, incluindo o Núcleo Empresarial da Região de Évora (NERE), com o propósito de criar uma rede de apoio assente no tecido empresarial.
“Fomos convidados para integrar este conselho e desafiados a sermos fundadores, no sentido de envolver o tecido empresarial regional”, explicou o presidente do NERE, Rui Espada, em declarações ao jornal ODigital.pt.
Uma estrutura para captar apoios e envolver a região
O Conselho de Mecenas tem como principal função angariar apoios para o projeto, respondendo a uma exigência prevista na candidatura de Évora a Capital Europeia da Cultura.
“Há uma rubrica no caderno de encargos que prevê cerca de 1.200.000 euros em patrocínios”, referiu Rui Espada.
Além do financiamento, a estrutura pretende reforçar o envolvimento da comunidade no projeto cultural, promovendo uma participação alargada do setor empresarial e da sociedade civil.
Contributos financeiros e em serviços
A participação no Conselho não se limita a apoios monetários. As empresas podem contribuir com bens ou serviços, consoante a sua área de atividade.
“Não precisa ser só em dinheiro. Pode ser, por exemplo, através de vouchers ou noites de hotel”, indicou o responsável.
Estão previstos diferentes níveis de participação, permitindo a adesão de empresas de várias dimensões, desde pequenos negócios até grandes entidades.
Aberto a empresas, instituições e cidadãos
O Conselho de Mecenas e Patronos da Comunidade está aberto a toda a sociedade, incluindo empresas de qualquer setor, instituições e particulares.
“Pode participar uma grande empresa ou um pequeno negócio. Cada um contribui com o que entender”, afirmou Rui Espada.
A abrangência da iniciativa ultrapassa o concelho de Évora, procurando envolver todo o Alentejo, incluindo distritos como Beja e Portalegre.
Sessões de esclarecimento para captar participantes
A primeira sessão de apresentação, na passada quarta-feira, reuniu cerca de 40 entidades, entre empresas e cidadãos, tendo sido confirmadas, até ao momento, cerca de dez adesões.
Estão previstas novas sessões de esclarecimento, com o objetivo de explicar o funcionamento do Conselho e responder a dúvidas dos potenciais participantes.
“O empresário quer perceber onde será aplicado o seu contributo”, sublinhou Rui Espada.
Participação voluntária e apelo à comunidade
A adesão ao Conselho é voluntária e ajustada à capacidade de cada entidade. A organização procura, sobretudo, incentivar o envolvimento da comunidade no projeto.
“As pessoas devem participar, ouvir e esclarecer dúvidas. Depois, se entenderem, podem contribuir”, referiu o presidente do NERE.















