Évora vai avançar ainda este ano com um projeto de criação de jardins urbanos e zonas verdes para reduzir a temperatura ambiente, no âmbito de um programa nacional financiado pelo Fundo Ambiental em 5,5 milhões de euros. Beja está também entre as cinco cidades escolhidas para integrar esta iniciativa-piloto de combate ao calor urbano.
A informação foi avançada pela ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, durante a Smart Cities Summit, que decorre até quinta-feira na FIL, em Lisboa, e citada pelo ECO.
Além de Évora e Beja, o projeto abrange ainda Leiria, São João da Madeira e Vila Real. A medida prevê a criação de espaços verdes, jardins com árvores e espelhos de água para amenizar a temperatura nas zonas urbanas.
“As diretrizes são de que tenham princípios ambientais, lutem contra as alterações climáticas, diminuam a temperatura e as pessoas se sintam bem”, afirmou Maria da Graça Carvalho ao ECO/Local Online.
Évora é a primeira cidade a avançar
Évora será a cidade pioneira na concretização deste programa, com o arranque das intervenções previsto ainda para este ano. O local escolhido é o Rossio de São Brás, espaço onde decorrerá a sessão inaugural da Capital Europeia da Cultura 2027.
A zona já está em processo de transformação, depois de a primeira fase da obra de requalificação ter sido adjudicada no final de abril. O investimento associado a essa intervenção ascende a 4,1 milhões de euros, com apoio do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
O presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Zorrinho, comprometeu-se a concluir os trabalhos até agosto, prazo considerado essencial para garantir o financiamento comunitário.
Segundo a ministra do Ambiente e Energia, a necessidade de acelerar a execução em Évora justifica uma maior concentração de verbas nesta fase inicial do projeto. Nas restantes cidades, incluindo Beja, os jardins poderão ficar concluídos apenas em 2027.
Beja integra rede de cidades com soluções naturais contra o calor
Beja faz igualmente parte deste programa nacional de adaptação às alterações climáticas, que pretende aumentar as zonas verdes urbanas e criar áreas de redução térmica através de soluções naturais.
Depois da assinatura dos contratos com o Fundo Ambiental, caberá a cada município desenvolver os respetivos projetos. O despacho relativo ao programa foi concluído esta segunda-feira e será agora apreciado pela Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP).















