A Câmara de Campo Maior (Portalegre) inaugurou, no passado sábado, um centro interpretativo dedicado às Festas do Povo, no antigo edifício do Assento Militar, após um investimento superior a 1,2 milhões de euros.
Tradição secular e realizada pela última vez em 2015, as Festas do Povo de Campo Maior são conhecidas por apresentarem dezenas de ruas, sobretudo no centro histórico, ‘engalanadas’ com milhares de flores de papel, feitas pela população de forma voluntária.
No Centro Interpretativo das Festas do Povo – Casa das Flores, os visitantes vão poder conhecer a vertente histórica desta festa que remonta ao final do século XIX, bem como a “mudança” que o evento sofreu após a revolução de 25 de Abril de 1974.
Para o presidente da Comissão Nacional da UNESCO, José Moraes Cabral, “as Festas do Povo de Campo Maior merecem um museu como este, pois, acho que valoriza muito as festas, até porque não tendo as festas uma regularidade pré-determinada é bom que quem aqui venha possa ver aquilo que são as festas”.
Já sobre o selo da UNESCO, José Moraes Cabral afirmou que “a consagração na lista do património obviamente que é uma coisa muito importante, porque ao todo há mais de 500 manifestações culturais que estão na lista do Património Imaterial da Humanidade entre os quais Campo Maior, por isso é seguramente um reconhecimento da importância destas festas a nível global”.
Questionado como se pode preservar algo que não tem periodicidade e que depende da vontade de um povo, o presidente da Comissão Nacional da UNESCO referiu que “o povo de Campo Maior tem periodicidade porque está cá sempre e por isso continuará a haver festas com a regularidade que o povo quiser.”















