O escritor e editor Francisco José Viegas vai assumir funções como consultor de Cultura do Presidente da República, António José Seguro. A informação foi confirmada à agência Lusa por fonte da Presidência.
A escolha para a Casa Civil tinha sido inicialmente avançada pelo jornal Público e surge no âmbito das nomeações realizadas após a tomada de posse do novo chefe de Estado.
Antigo professor na Universidade de Évora integra Casa Civil
Natural de Pocinho, no concelho de Vila Nova de Foz Côa, Francisco José Viegas licenciou-se em Estudos Portugueses e foi professor assistente de Linguística na Universidade de Évora, antes de seguir carreira no jornalismo e na edição.
Com 64 anos, construiu um percurso ligado à imprensa, tendo passado por títulos como Jornal de Letras, Expresso, Semanário e Diário de Notícias. Foi também diretor da revista Ler.
Percurso político e experiência governativa
Além da atividade literária e jornalística, Francisco José Viegas desempenhou funções políticas. Em 2011, integrou o primeiro Governo PSD/CDS liderado por Pedro Passos Coelho, como secretário de Estado da Cultura, cargo que ocupou durante um ano.
Foi ainda deputado pelo PSD, eleito pelo círculo de Bragança.
Carreira literária distinguida
O primeiro romance de Francisco José Viegas, “Crime em Ponta Delgada”, foi publicado em 1989. Ao longo do seu percurso literário, recebeu vários prémios, entre os quais o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores, em 2005, por “Longe de Manaus”.
Mais recentemente, foi distinguido com os prémios Fernando Namora e PEN Narrativa 2020.
Nomeações na Presidência da República
Desde a tomada de posse, António José Seguro já efetuou 18 nomeações para a Casa Civil e para a secretaria-geral, mantendo vários elementos que transitam do anterior mandato de Marcelo Rebelo de Sousa.
As nomeações foram publicadas em Diário da República a 25 de março, com efeitos retroativos a 9 de março, data da posse do Presidente da República.
Na altura, foi anunciado que a jurista Cláudia Ribeiro assumiria, de forma transitória, a chefia da Casa Civil, mantendo-se ainda nessas funções.
Presidente desdramatiza composição da equipa
No sábado, em Santarém, António José Seguro afirmou que o facto de ainda não ter concluído a composição da Casa Civil não compromete o funcionamento da Presidência.
Em declarações aos jornalistas, o chefe de Estado referiu que a instituição está a “funcionar bastante bem”, destacando decisões e iniciativas tomadas nas semanas seguintes à sua posse.















