A gastronomia alentejana foi eleita a nona melhor do mundo pela revista TasteAtlas, guia online de comida tradicional.
Uma distinção que surge associada às Bifanas de Vendas Novas, à Sopa de Cação em Beja, ao Pão e Presunto Alentejano e à Carne Alentejana.
Este foi «uma excelente notícia para o Alentejo», segundo José Santos, presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) da região, em declarações a’ODigital , principalmente porque «este ranking resulta daquilo que são os reviews, comentários em redes sociais e motores de busca».
«É uma eleição pelo consumidor e que resulta daquilo que são as preferências», acrescentou.
O presidente vincou que o também galardão de melhor cozinha nacional «vai ao encontro daquilo que tem sido também a estratégia de valorização turística do destino».
«Temos procurado investir cada vez mais em conteúdos, em festivais e em marketing, para precisamente potenciar esta esta preferência que clientes em todo o mundo têm do Alentejo», destacou ainda.
José Santos sublinhou que «talvez surpreenda» o nono lugar, assim como a presença da região no top-10. Contudo, reforçou que «por vezes, não temos a exata perceção da valia e da leitura que turistas em todo o mundo têm do Alentejo».
Este que é um «um dos principais produtos da região» e «uma motivação de visita transversal a todos os outros produtos» e que esta notícia vem «dar um ânimo suplementar a todos aqueles que trabalham nesta fileira».
Uma cozinha que caracterizada pela “pobreza”, que «tem muito a ver com a simplicidade e com o número limitado de ingredientes». É essa pobreza que «é a maior riqueza da gastronomia alentejana».
«Tem sido trabalhada, valorizada e interpretada por muitos cozinheiros anónimos ou chefs menos anónimos e que é essa toda essa força que temos de promover nacional e internacionalmente», disse.
Ainda assim, e com um festival gastronómico promovido, o Alentejo Food Love Fest, que «correu tão bem, ao ponto do Turismo de Portugal nos ter pedido para internacionalizar essa iniciativa», mas que tem de ser «melhor» potenciado.
«Temos de comunicar melhor e em mais sítios, até para aumentar a autoestima e recompensar melhor quem todos os dias trabalha para receber visitantes», realçou José Santos.
Questionado se a gastronomia alentejana pode ajudar a portuguesa a sobressair-se mais internacionalmente, o presidente da ERT considerou que há ainda «um caminho ainda longo para percorrer», mas que «a distinção pode ajudar a abrir alguns caminhos».
«Temos o essencial. As matérias-primas, o receituário, o conhecimento e os interpretes. Diria que o futuro pertence ao Alentejo», adicionou.
José Santos comentou ainda que acredita que «cada vez mais, o Alentejo pode ser conhecido pela sua gastronomia»: «Não tenho qualquer dúvida sobre isso».















