O Dia da Unidade do Comando Territorial de Évora da GNR foi comemorado, esta terça-feira, com uma cerimónia militar, onde foram impostas condecorações e homenageados os militares já falecidos.
A cerimónia decorreu nas instalações do Comando Territorial de Évora, foi presidida pelo inspetor da GNR major-general Maurício Raleiras, contando ainda com a presença do Comandante da Unidade, o Coronel de Cavalaria Joaquim António Vivas e de outras entidades militares e civis.
“Não foi um ano fácil, estes últimos dois anos têm sido para nós complicados”
Em declarações aos jornalistas, o Coronel de Cavalaria Joaquim António Vivas começou por dizer que “estamos a comemorar o décimo terceiro ano deste comando territorial e fazemo-lo com alguma expectativa e com todo o sentimento do dever cumprido”, acrescentando que “não foi um ano fácil, estes últimos dois anos têm sido para nós complicados, principalmente por causa desta pandemia, pois, muitos projetos que tínhamos para desenvolver não foram possíveis de desenvolver, tivemos que centrar os nossos esforços no apoio à vacinação e as populações que estavam mais desfavorecidas e por isso com o regozijo de dever cumprido que celebramos este aniversário.”
“Com muito esforço e muita dedicação foi possível diminuir a criminalidade”
Sobre os dados estatísticos do último ano no distrito de Évora, o Comandante da Unidade refere que “era expectável que a criminalidade e a sinistralidade baixasse muito em 2020, porque as pessoas estavam muito confinadas, já 2021 foi um ano com pseudo-abertura em que era expectável, face aos números 2020, que houvesse um aumento da criminalidade, mas com muito esforço, com muita dedicação e também com uma forma diferente de planear antes as nossas operações, foi possível ainda assim diminuir em todos esses fatores quer ao nível da sinistralidade rodoviária, quer ao nível da criminalidade.”
“Todos nós gostaríamos de ter mais militares, mas neste momento temos aqueles que é possivel”
Questionado pel’ODigital sobre o reduzido número de efetivos da GNR no distrito de Évora, o Coronel Joaquim Vivas explicou que “todos nós gostaríamos de ter mais militares como é evidente, mas neste momento temos aqueles que é possível ter, é com esses que nós temos que trabalhar, o que exige uma engenharia de planeamento diferente e que tem que ser feita com menos efetivos, é notório que temos esse problema, é um problema a nível nacional mas que acreditamos que durante o ano que vai agora iniciar haja a possibilidade de haver um reforço de meios, quer materiais e sobretudo de meios humanos para que possamos fazer mais coisas do que as que conseguimos fazer com o efetivo que temos atualmente“.
“Temos novos sistemas informáticos, que nos permitem rentabilizar os meios humanos”
Já relativamente à modernização dos materiais utilizados pela GNR e a sua importância no dia a dia dos militares, Joaquim Vivas salientou que: “temos à nossa disposição no terreno novos sistemas informáticos, novos veículos, o que nos permitem rentabilizar os meios humanos que temos. A sala de situação, que gere de forma direta toda a atividade do comando, com uma ligação direta a todos os militares que estão no terreno e que nos permite reencaminhá-los para onde mais fazem falta.”
“A maioria das instalações que temos no distrito não tem as melhores condições”
Já sobre as condições de trabalho dos efetivos em algumas localidades, o Comandante referiu que “gostaríamos de ter alguns postos requalificados ou novos quarteis, cujos projetos já estão aprovados, como é o caso de Borba, Viana do Alentejo e Reguengos de Monsaraz pois, são infraestruturas que carecemos e que darão uma melhor resposta para os concelhos onde vão ser implementados, é um fato que a maioria das instalações que temos no distrito não tem as melhores condições para que possamos dar uma resposta mais adequada“.
“A GNR é das poucas instituições deste país que consegue chegar onde porventura nenhuma das outras consegue”
Sobre alguns programas pioneiros que a GNR de Évora lançou, Joaquim Vivas frisou que “a GNR é das poucas instituições deste país que consegue chegar onde porventura nenhuma das outras consegue, pois, conseguimos chegar a pessoas completamente isoladas, e às pessoas mais vulneráveis, e este é um trabalho que acarinhamos e queremos continuar a fazer.”
Fique de seguida com as imagens desta cerimónia, numa reportagem de Hugo Calado:















