A Guarda Nacional Republicana (GNR) esclareceu esta quarta-feira as circunstâncias da fuga de um arguido de 37 anos do Tribunal de Ponte de Sor, distrito de Portalegre, desmentindo informações divulgadas por alguns órgãos de comunicação social sobre alegadas trocas de tiros no local.
Em comunicado, a GNR indicou que o indivíduo se encontrava detido para primeiro interrogatório judicial nas instalações do tribunal, quando iniciou uma fuga às autoridades durante a tarde.
Segundo a força de segurança, o arguido tinha sido detido na terça-feira, dia 12 de maio, por suspeitas relacionadas com disparos de arma de fogo contra uma viatura e pelo crime de resistência e coação sobre funcionário.
Fuga ocorreu durante deslocação às instalações sanitárias
De acordo com a GNR, o detido aproveitou o momento em que era conduzido às instalações sanitárias para empurrar os militares responsáveis pela custódia e fugir para o exterior do edifício judicial.
A Guarda refere ainda que a fuga foi facilitada pela intervenção de cerca de duas dezenas de pessoas que se encontravam junto ao tribunal e que criaram «uma barreira física», impedindo o acompanhamento imediato do suspeito pelos militares.
Perante a situação, dois militares efetuaram disparos de advertência para o ar, numa tentativa de travar a fuga. Ainda assim, o arguido conseguiu abandonar o local numa viatura, mantendo-se em fuga até ao momento.
A GNR acrescenta que o suspeito fugiu ainda algemado.
GNR desmente troca de tiros
No comunicado divulgado, a Guarda Nacional Republicana desmentiu várias informações que tinham sido avançadas durante a tarde.
«Não houve qualquer troca de tiros», refere a força de segurança, acrescentando igualmente que os militares «não foram trancados em nenhuma divisão daquele Tribunal» e que «os pneus da viatura da Guarda no local não foram furados».
Após a fuga, foi montado um dispositivo de busca para localizar o arguido «o mais rapidamente possível».
A GNR conclui o esclarecimento reafirmando que «a segurança pública e o cumprimento da lei são prioridades absolutas da Instituição».















