O Governo aprovou hoje em Conselho de Ministros a disponibilização dos 60 milhões de euros (ME) em falta no projeto de modernização e eletrificação ferroviária da Linha do Alentejo, no troço Casa Branca-Beja.
“Nós decidimos neste Conselho de Ministros desbloquear os 60 milhões de euros que são necessários para a concretização deste projeto”, afirmou.
O primeiro-ministro falava aos jornalistas no final da reunião do Conselho de Ministros que decorreu ao longo da tarde de hoje na 42.ª Ovibeja, certame agropecuário que termina no domingo na cidade de Beja.
Em dezembro último, aquando da reprogramação do programa Alentejo 2030, a anterior direção da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo retirou 60 dos 80 milhões de euros afetos ao projeto de eletrificação da Linha do Alentejo, alegando que a obra “não era exequível” no atual quadro comunitário de apoio, que termina no final de 2027.
A decisão gerou a contestação de autarcas e de estruturas partidárias da região, assim como da própria Infraestruturas de Portugal (IP) que garantiu tratar-se de uma “decisão unilateral da CCDR”.
Logo no mesmo mês, a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, numa visita a Beja, garantiu que os 60 milhões em falta seriam assegurados através do Programa Operacional Sustentável 2030 e do Fundo Ambiental.
Também no ‘briefing’ do Conselho de Ministros de hoje, Luís Montenegro indicou que, do lote de 22 novas automotoras adquiridas para a CP, “três serão destinadas precisamente a esta ligação [de Casa Branca – Beja]”, estando a primeira prevista chegar em janeiro, a segunda em fevereiro e a terceira em março de 2027.
“Estamos a falar de composições que estão preparadas para poder operar enquanto não há eletrificação e depois de haver a concretização da eletrificação”, assinalou.
No global este conjunto de material circulante representa um investimento de 1.800 milhões de euros (ME), enfatizou o chefe do Governo.
A Portugal, “há 23 anos que não chega um novo comboio”, destacou o primeiro-ministro, frisando: “Portanto, é um investimento que, naturalmente, valorizamos muito”.















