O Ministério do Ambiente e Energia, através do Fundo Ambiental, protocolou com as Comunidades Intermunicipais (CIM) alentejanas um apoio à implementação de projetos de recolha seletiva de biorresíduos.
Segundo informação que conseguimos ter acesso, as quatro CIM vão receber, no total, 1 622 739€ que vai ser distribuído pelos respetivos municípios.
Em declarações a’ODigital, David Galego, presidente da CIM do Alentejo Central, referiu que se trata de um investimento do Governo central para «acelerar o caminho de não levar para aterro aquilo que não é necessário, fazendo a reciclagem».
«Quere-se evitar tudo aquilo que possa ir para aterro, mas também há a questão dos biorresíduos dos compostores comunitários e individuais», acrescentou o presidente.
Sublinhou que este apoio vai ser entregue aos municípios «em função também das taxas de gestão de resíduos que pagamos» no sentido de «fazerem investimentos de vária ordem que, de alguma forma, consigam contribuir para que possamos reduzir a deposição em aterro».
O autarca esclareceu também que o apoio é distribuído através das comunidades intermunicipais, já que «as câmaras adquirem os equipamentos e instalam-nos, faturam e enviam para as CIM, que depois obtém as verbas junto do Fundo Ambiental, que restitui essa verba às Câmaras municipais».
O valor atribuído será para «adquirirmos ilhas de compostagem, viaturas de tratamento de resíduos, fazer campanhas de sensibilização» e «tudo aquilo que possa ser enquadrável para que as pessoas deixem de ter lixo indiferenciado e possam valorizar os seus resíduos, neste caso, na área dos bioresiduos».
«Estamos a falar de restos de alimentos, cascas de fruta e tudo aquilo que possa ser decomposto por via da natureza e que, de alguma forma, depois possa produzir aqui composto orgânico para poder ser utilizado na jardinagem», frisou ainda David Galego.
De acordo com o Ministério do Ambiente e Energia, em comunicado, o valor geral para o país é de 27 milhões, sendo este o «mais elevado desde que o projeto foi lançado».
«Também o número de municípios que faz a recolha seletiva de biorresíduos tem vindo a aumentar, estando agora nos 60% – número que, apesar dos esforços, ainda não é suficiente para o cumprimento das metas comunitárias de Preparação para Reutilização e Reciclagem», acrescenta.
De seguida, consulte os valores atribuídos a cada município, segundo a informação que conseguimos ter acesso.



















